Valuation, laudos e modelagem
Valuation de startup e de fintech
Startup e fintech não cabem no fluxo descontado puro: o método principal é comparativo, com o fluxo como checagem.
Negócio em crescimento acelerado costuma operar no vermelho por decisão, e fluxo negativo prolongado produz resultado frágil no desconto tradicional. Por isso a avaliação parte de comparáveis e de métricas próprias do modelo, com o fluxo de caixa descontado servindo de teste de sanidade e de mapa dos direcionadores de valor. Atende founder preparando captação ou venda e investidor avaliando alvo.
Três armadilhas se repetem. Volume transacionado não é receita: receita é a taxa aplicada sobre esse volume, e confundir os dois infla o valor em ordens de grandeza. Base de clientes não é homogênea: usuário sem produto pago tem valor presente próximo de zero, então a métrica relevante é a base ativa e engajada. E diluição futura muda o retorno do investidor atual, mesmo com a empresa entregando o plano.
A MERC parte das métricas que conseguem ser auditadas. Separamos receita recorrente de receita de projeto, conferimos a base ativa contra o faturamento, tratamos a licença regulatória como ativo e como custo de capital regulatório ao mesmo tempo, e ajustamos comparáveis pela janela de mercado em que foram formados. Quando o dado não se sustenta, ele sai do modelo em vez de virar premissa.
O que examinamos
- Separação entre receita recorrente e receita não recorrente
- Conciliação da base ativa com o faturamento contabilizado
- Volume transacionado convertido em receita pela taxa efetiva
- Concentração de clientes e churn por coorte de entrada
- Efeito do capital regulatório e das licenças sobre o valor
- Diluição projetada do quadro societário até a saída
- Norma aplicável
- Metodologia comparativa por estágio e modelo de negócio, com fluxo de caixa descontado como checagem de sanidade e sensibilidade por cenário.
- Entregável
- Relatório de valuation com faixa por método, métricas conciliadas com a contabilidade e modelo aberto em planilha.
