Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Venda de empresa
Vender bem é resultado de sequência: diagnóstico, arrumação, estimativa de valor e só então a ida a mercado.
Venda de empresa é um processo de sell-side conduzido por etapas, e não uma conversa com um interessado. Atende o dono ou o grupo de sócios que decidiu vender o controle, uma participação relevante ou uma unidade de negócio. O trabalho começa muito antes do primeiro contato de mercado e termina depois do fechamento, nos ajustes de preço.
O erro caro é inverter a ordem e procurar comprador antes de saber o que a contabilidade sustenta. Quem chega à mesa sem número defensável negocia no escuro e descobre os próprios problemas pela boca do comprador. Achado corrigido antes do anúncio é melhoria de qualidade. O mesmo achado descoberto na due diligence vira desconto de preço ou retenção.
A MERC conduz o mandato em fases: diagnóstico contábil e fiscal, arrumação do perímetro, faixa de valuation defensável, material de mercado, aproximação por perfil cego, carta de intenções, due diligence e contrato. Auditoria e tributário ficam na mesma casa, então o número que sustenta o preço é testado antes de o comprador testar.
O que examinamos
- Diagnóstico contábil, fiscal e societário antes do anúncio
- Definição do perímetro e dos ativos não operacionais
- Faixa de valuation com normalização de EBITDA
- Material de mercado por perfil cego e memorando de informações
- Coordenação da due diligence e das definições do SPA
- Condução da negociação até o ajuste de preço final
- Norma aplicável
- Metodologia sell-side em fases: diagnóstico, preparação, mercado, diligência e SPA, com CPC 15 e IFRS 3 aplicáveis à combinação de negócios.
- Entregável
- Processo de venda conduzido do diagnóstico ao fechamento, com os números sustentados por evidência.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Quanto vale a minha empresa
A resposta honesta é uma faixa defensável, não um número único: método, premissa e comprador mudam o resultado.
Valuation responde quanto vale a empresa para uma finalidade específica: transação, entrada de sócio, disputa societária ou planejamento. Atende o sócio que quer entrar na negociação com referência própria. Os métodos usuais são fluxo de caixa descontado, múltiplos de mercado, transações comparáveis e valor econômico adicionado, e cada um fala com uma audiência diferente.
A particularidade é que valuation não é cálculo, é argumentação técnica. O comprador estratégico paga por sinergia, o financeiro paga por retorno alvo, e o mesmo negócio sustenta valores distintos. O modelo é sensível à WACC, ao crescimento na perpetuidade e à margem terminal, então sem análise de sensibilidade o número não resiste ao escrutínio.
A MERC triangula métodos, define âncora primária e mostra a faixa de sobreposição. Antes do modelo, normaliza o EBITDA, separa resultado recorrente de não recorrente e testa capital de giro e dívida líquida. Cada premissa fica rastreável até a informação examinada, porque premissa sem lastro não sobrevive à due diligence do comprador.
Antes da conversa, a MERC mantém uma plataforma própria de avaliação em valuation.mercgroup.com.br. O sócio informa os dados do negócio e recebe uma estimativa inicial de faixa, com os múltiplos e o método explicados. É ponto de partida para a discussão, não laudo: o número que vai para a mesa de negociação sai do trabalho completo descrito aqui, com base contábil examinada e premissa rastreável.
O que examinamos
- Fluxo de caixa descontado com cenários e sensibilidade
- Múltiplos de mercado e de transações comparáveis
- Normalização do EBITDA com ajustes documentados
- Ponte de enterprise value para equity value
- Faixa defensável com âncora primária e secundárias
- Memória de cálculo rastreável à informação examinada
- Norma aplicável
- CPC 46 e IFRS 13 para mensuração a valor justo e NBC TT 24 para laudo de avaliação, conforme a finalidade do trabalho.
- Entregável
- Laudo de avaliação com faixa defensável, memória de cálculo e sensibilidade das premissas críticas.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Quero vender minha empresa: por onde começar
Comece definindo o que está sendo vendido, o que fica de fora e o que a contabilidade sustenta.
Este é o ponto de partida para o dono que decidiu vender e ainda não falou com ninguém. A primeira pergunta é o objeto: a sociedade inteira, uma participação, um conjunto de ativos ou uma unidade de negócio. Cada resposta muda o comprador provável, a estrutura da transação e o tratamento tributário da operação.
O que quase nunca está claro é o perímetro. Imóvel do sócio dentro do balanço, contratos em nome de pessoa física, ativo não operacional e passivo pessoal precisam sair antes do anúncio, não durante. Definir isso cedo evita a renegociação de preço na reta final, que é exatamente onde as transações morrem.
A MERC começa por três respostas escritas: o valor abaixo do qual a venda deixa de fazer sentido, se o dono permanece após o fechamento e por quanto tempo, e quanto do preço se aceita diferido ou condicionado a desempenho. Depois vêm a arrumação societária, a estimativa de valor e só então o mercado.
O que examinamos
- Definição do objeto da venda e do perímetro societário
- Separação de ativos não operacionais e partes relacionadas
- Três decisões escritas antes do primeiro contato de mercado
- Estimativa inicial de valor como referência interna
- Plano de confidencialidade por perfil cego e NDA
- Cronograma e composição mínima do time de transação
- Norma aplicável
- Metodologia de diagnóstico pré-mandato: objeto, perímetro, referência de valor e regra de liberação de informação.
- Entregável
- Diagnóstico inicial com perímetro definido, faixa de referência interna e plano de processo.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Preparação para venda e vendor readiness
Vendor readiness é trabalho de meses, não de semanas: corrigir antes vale mais do que explicar depois.
Preparação para venda, ou vendor readiness, é o conjunto de frentes que deixa a empresa pronta para ser analisada, questionada e validada pelo comprador. Atende a empresa que pretende ir a mercado e quer conduzir o processo no próprio ritmo. As frentes são contábil, fiscal, societária, de governança, de dados e de equity story.
A frente mais subestimada é a fiscal, e a pior cronometrada é a societária. Passivo fiscal adiado até o fim do processo vira escrow ou desconto direto no preço, acima do custo da regularização prévia. Reorganização feita às pressas, com motivação apenas tributária, abre espaço para questionamento por simulação e vira risco novo.
A MERC monta o roadmap por workstream, com entregável e responsável definidos. Demonstrações no padrão contábil aplicável e auditadas, EBITDA normalizado com evidência, contratos materiais revisados quanto a change of control, KPIs conciliados com a contabilidade e data room montado. Auditoria e tributário do grupo atuam em paralelo, sob o mesmo cronograma.
O que examinamos
- Gap analysis contábil, fiscal, jurídico e operacional
- Normalização do EBITDA com evidência documental
- Revisão de contratos materiais e cláusulas de change of control
- Reorganização societária feita com antecedência tecnicamente defensável
- Cockpit de KPIs conciliado com a contabilidade
- Data room, memorando de informações e equity story
- Norma aplicável
- Metodologia de vendor readiness por workstream, com demonstrações no padrão contábil aplicável e auditoria independente.
- Entregável
- Plano de preparação com entregáveis por frente e a empresa pronta para abrir o data room.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Vendor due diligence
A VDD antecipa o achado que o comprador faria e devolve ao vendedor o controle da narrativa.
Vendor due diligence é a diligência completa encomendada pelo próprio vendedor e executada por firma independente, com escopo financeiro, contábil, fiscal e jurídico. O relatório é entregue aos compradores qualificados sob NDA. Serve a processos competitivos com vários interessados e a empresas com mais de um sócio ou estrutura de holding familiar.
A VDD não substitui a diligência do comprador, e essa é a confusão frequente: todo comprador relevante fará a sua. O que muda é o ponto de partida da conversa. Achado que já está no relatório, quantificado e explicado pelo vendedor, discute-se de outro jeito. A escolha do provedor também é decisão técnica, porque a independência em relação ao auditor recorrente pode ser exigida pelo comprador.
A MERC executa a VDD com quality of earnings, ponte do EBITDA reportado ao EBITDA ajustado, curva mensal de capital de giro, lista de debt-like items e contingências quantificadas por probabilidade. Quando a empresa também é cliente de auditoria do grupo, as barreiras de independência são declaradas e o escopo é ajustado antes de começar.
O que examinamos
- Quality of earnings e ponte do EBITDA reportado ao ajustado
- Curva mensal de capital de giro e peg proposto
- Lista de debt-like items com memória de cálculo
- Contingências fiscais e trabalhistas quantificadas por probabilidade
- Concentração de receita, churn e aging de recebíveis
- Relatório em formato de entrega a comprador sob NDA
- Norma aplicável
- Escopo de due diligence financeira sell-side, com independência declarada em relação à auditoria recorrente e entrega sob NDA.
- Entregável
- Relatório de vendor due diligence entregável a compradores qualificados, com achados antecipados e quantificados.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Teaser e memorando de informações
Teaser aproxima sem identificar. O memorando entra depois do NDA, e cada número dele será testado.
Teaser é o perfil cego que apresenta o ativo sem identificar a empresa: setor, porte, lógica do negócio e razão da operação. O memorando de informações é o documento completo, com histórico, operação, mercado, números e equity story. Um serve para gerar interesse qualificado, o outro para sustentar a primeira proposta de preço.
O erro caro está na liberação da informação. Margem por contrato, folha nominal e dados sensíveis de cliente entram apenas em fase avançada, em ambiente controlado. E o memorando cobra o preço da incoerência: KPI que não bate com a contabilidade, ou que muda de definição entre páginas, faz o comprador desconfiar até dos números corretos.
A MERC escreve o teaser sem elemento que permita identificar a empresa e constrói o memorando a partir da base já normalizada na preparação. Cada número tem origem rastreável em balancete, contrato ou conciliação. A liberação é por fase, com controle de quem viu o quê e quando, dentro do data room.
O que examinamos
- Teaser em perfil cego, sem elemento identificador
- Memorando de informações com números rastreáveis à contabilidade
- Equity story coerente com o histórico normalizado
- Política de liberação de informação por fase
- Controle de acesso e trilha de visualização no data room
- Modelo financeiro de apoio à discussão de preço
- Norma aplicável
- Prática sell-side de aproximação por perfil cego, NDA antes da identificação e liberação escalonada de informação sensível.
- Entregável
- Teaser cego, memorando de informações e data room estruturado, com política de liberação por fase.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Mapeamento de compradores e investidores
Lista boa não é lista grande: é a relação de quem tem tese, capacidade financeira e apetite agora.
Mapeamento de compradores é a construção da long list e da short list de estratégicos do setor, de grupos adjacentes e de investidores financeiros. Atende o vendedor que quer tensão competitiva em vez de negociação única. O caminho escolhido define o material de apresentação, a lista de contatos e o nível de confidencialidade de cada fase.
A particularidade é a triagem antes da identificação. Aproximar um concorrente direto expõe a operação antes de qualquer compromisso, e interessado sem capacidade financeira consome cronograma e informação. Por isso a identidade só é revelada após NDA assinado e verificação mínima de capacidade de pagamento e de histórico de execução de transações.
A MERC constrói a lista por tese de aquisição, não por tamanho: quem já consolidou no setor, quem tem lacuna de canal, produto ou região, e qual fundo tem mandato e prazo compatíveis. A aproximação é sequenciada para manter pressão de cronograma, e cada contato fica registrado para sustentar depois a cláusula de cauda.
O que examinamos
- Long list por tese de aquisição e lógica industrial
- Short list com triagem de capacidade financeira
- Verificação de histórico de execução de transações
- Aproximação por perfil cego e controle de NDA
- Sequenciamento de contatos para manter tensão competitiva
- Registro nominal de contrapartes para a cláusula de cauda
- Norma aplicável
- Metodologia de originação sell-side: long list, triagem de capacidade, NDA e short list, com registro nominal das contrapartes.
- Entregável
- Long list e short list qualificadas, com status de cada contato e contrapartes registradas.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Carta de intenções, NBO e exclusividade
A carta de intenções não fecha preço: define a régua com que o preço será recalculado depois.
A carta de intenções formaliza a oferta não vinculante e organiza o que vem depois: faixa de preço, estrutura de pagamento, escopo da due diligence, prazo e exclusividade. Serve ao vendedor que recebeu propostas e precisa comparar termos, e não apenas cifras, antes de escolher com quem vai avançar.
O ponto sensível é a exclusividade. A partir dela o vendedor perde a tensão competitiva e passa a negociar com um só interessado, justamente quando a diligência começa a produzir pleitos. Por isso importa o que a carta já define: EBITDA de referência, tratamento de dívida líquida e de debt-like items, capital de giro e hipóteses de revisão de preço.
A MERC compara propostas simulando o valor líquido ao sócio em cenários, não o valor de manchete. Negocia prazo de exclusividade curto, com marcos de progresso e renovação condicionada à entrega das listas de diligência, e leva para a carta as definições que, se ficarem em aberto, viram pleito de desconto no SPA.
O que examinamos
- Comparação de propostas pelo valor líquido ao sócio
- Definições de EBITDA, dívida líquida e capital de giro na carta
- Prazo de exclusividade com marcos de progresso
- Escopo e cronograma da due diligence acordados
- Hipóteses de revisão de preço delimitadas por escrito
- Condições precedentes e obrigações de confidencialidade
- Norma aplicável
- Carta de intenções e oferta não vinculante, com cláusulas vinculantes de exclusividade, confidencialidade e despesas.
- Entregável
- Carta de intenções negociada, com definições de preço fixadas e exclusividade limitada por marcos.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Negociação e contrato de compra e venda
No SPA, preço é definição: o que entra em cada conta decide quanto o vendedor recebe de fato.
Negociação e contrato de compra e venda é a fase em que os termos acordados viram obrigação. O instrumento central é o SPA, que fixa preço e mecanismo de ajuste, declarações e garantias, regime de indenização, condições precedentes e o que pode acontecer entre assinatura e fechamento. Atende vendedor e comprador na reta final do processo.
A diferença em relação à carta de intenções é o grau de definição exigido. Aqui não basta dizer EBITDA ou dívida líquida: cada termo precisa de regra de apuração, fonte de dado e prazo. O que fica genérico no contrato volta como disputa de apuração, e disputa consome tempo de gestão logo depois do fechamento, quando as partes mais precisam colaborar.
A MERC entra na minuta pelo lado dos números: EBITDA de referência, peg de capital de giro, lista fechada de debt-like items e a mecânica de cálculo do ajuste. Também trabalha o encadeamento entre achados de diligência e cláusulas, para que cada red flag relevante tenha destino claro em preço, indenização específica ou condição precedente.
O que examinamos
- Definições contábeis de preço com regra de apuração
- Encadeamento entre achado de diligência e cláusula contratual
- Declarações e garantias sustentadas por evidência
- Indenização específica para passivo anterior ao fechamento
- Condições precedentes e conduta entre assinatura e closing
- Mecânica de cálculo e de contestação do ajuste de preço
- Norma aplicável
- SPA e acordo de sócios, com definições contábeis de preço, declarações e garantias e regime de indenização específica.
- Entregável
- Suporte técnico à negociação e às definições financeiras do SPA, do memorando de pontos ao closing.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Earn-out e pagamento contingente
Earn-out resolve o impasse de preço adiando a divergência. Sem métrica definida, o adiamento vira arbitragem.
Earn-out é a parcela do preço condicionada ao desempenho futuro da empresa adquirida, medida por receita, EBITDA ou marco operacional dentro de um período definido. Serve quando comprador e vendedor divergem sobre valor e querem viabilizar a transação repartindo o risco da tese. Ganha espaço em ambiente de incerteza e de capital seletivo.
O que separa alocação de risco de litígio é a definição da métrica. EBITDA de quê, com quais ajustes, sob quais políticas contábeis e em qual perímetro depois da integração. Se o contrato não responde, cada parte aplicará na apuração a leitura que a favorece, e a divergência que parecia resolvida reaparece anos depois em arbitragem.
A MERC constrói a base normalizada de quality of earnings que servirá de régua ao earn-out, simula o efeito de custos corporativos alocados, sinergias e mudança de política contábil sobre a métrica futura e desenha a governança de apuração. No fechamento contábil, apoia a mensuração a valor justo da consideração contingente e sua classificação.
O que examinamos
- Base normalizada de EBITDA como régua da métrica
- Definição contratual de ajustes, políticas e perímetro
- Simulação do efeito da integração sobre a apuração
- Governança de apuração objetiva e auditável
- Mensuração a valor justo na data de aquisição
- Efeito das remensurações sobre o resultado dos períodos seguintes
- Norma aplicável
- CPC 15 e IFRS 3 para consideração contingente a valor justo, com classificação como passivo ou instrumento patrimonial.
- Entregável
- Cláusula de earn-out com métrica definida, governança de apuração e efeito contábil dimensionado.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Lock-up, não competição e permanência do sócio
Depois do fechamento o vendedor segue exposto: prazo, escopo e gatilho decidem quanto essa exposição custa.
Lock-up, não competição e permanência tratam do que o vendedor ainda deve à transação depois de assinar. Aparecem como restrição à venda da participação remanescente, compromisso de não concorrer nem aliciar time e clientes, e permanência do sócio na gestão por prazo determinado. Atendem venda parcial, sucessão e transação com parte do preço condicionada.
A particularidade é o choque entre esses compromissos. O sócio que permanece responde por uma operação que já não controla, muitas vezes com earn-out atrelado ao resultado dela. Não competição ampla demais em território, atividade e prazo tende a ser contestada, e restrição vaga não protege o comprador nem libera o vendedor.
A MERC trata os três blocos junto com o desenho de preço, e não como cláusula acessória de fim de minuta. Define o que o sócio decide durante a permanência, quais decisões do comprador afetam a métrica do earn-out, o que ocorre em saída antecipada e como a participação remanescente será avaliada em um evento futuro de liquidez.
O que examinamos
- Prazo, território e atividade cobertos pela não competição
- Alçadas do sócio que permanece na gestão
- Interação entre permanência, earn-out e decisões do comprador
- Hipóteses de saída antecipada e seus efeitos no preço
- Regras de avaliação da participação remanescente
- Compromissos de não aliciamento de time e de clientes
- Norma aplicável
- Acordo de sócios e cláusulas do SPA: lock-up, não concorrência, não aliciamento e permanência com alçadas definidas.
- Entregável
- Desenho das obrigações pós-fechamento articulado com preço, earn-out e participação remanescente.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Capital de giro e dívida líquida no fechamento
O preço raramente muda pelo múltiplo. Muda pelo capital de giro normalizado e pelo que entra na dívida líquida.
Capital de giro e dívida líquida são as duas contas que transformam enterprise value em dinheiro recebido pelo sócio. A primeira define quanto de caixa a operação precisa para rodar normalizada. A segunda é dedução direta do valor. Interessam a qualquer vendedor, porque incidem depois de o múltiplo já estar acordado na mesa.
A disputa está na definição. O peg de capital de giro sai de uma curva mensal longa o bastante para capturar sazonalidade, e não do saldo do último balanço. Na dívida líquida, a lista de debt-like items é o que muda o resultado: parcelamentos fiscais, passivos trabalhistas, dívidas com partes relacionadas, adiantamentos de clientes e arrendamentos.
A MERC monta a curva mensal, testa mediana e média móvel, expurga saldos atípicos e propõe o peg com memória de cálculo. Na dívida líquida, mapeia item a item o que é obrigação financeira e o que é operacional, documenta a classificação e prepara o vendedor para defender cada linha quando o comprador reabrir a lista.
O que examinamos
- Curva mensal de capital de giro com leitura de sazonalidade
- Proposta de peg por mediana ou média móvel
- Expurgo de saldos atípicos e reclassificações justificadas
- Mapeamento item a item dos debt-like items
- Tratamento de arrendamentos sob CPC 06 (R2) e IFRS 16
- Memória de cálculo defensável linha a linha
- Norma aplicável
- Definições contratuais de working capital peg e de dívida líquida, com CPC 06 (R2) e IFRS 16 para arrendamentos.
- Entregável
- Peg de capital de giro e lista de dívida líquida com memória de cálculo pronta para o SPA.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Ajuste de preço, escrow e fechamento
Entre assinatura e fechamento o preço ainda se move. O mecanismo escolhido decide quem carrega esse risco.
Ajuste de preço e escrow são os mecanismos que liquidam, depois da assinatura, o que ficou dependente dos números do fechamento. O ajuste compara capital de giro e dívida líquida apurados com as referências contratadas. O escrow retém parte do preço para garantir indenizações. Ambos interessam ao vendedor porque adiam liquidez.
A escolha entre closing accounts e locked-box muda o dono do risco. No primeiro, apura-se o balanço na data do fechamento e ajusta-se depois. No segundo, o preço fixa-se em data anterior e o vendedor assume o compromisso de não extrair valor até o closing. Cada desenho pede proteções próprias, e misturar os dois gera duplicidade de ajuste.
A MERC apura o balanço de fechamento, reconcilia com as definições do contrato e sustenta tecnicamente a posição do cliente dentro do prazo de contestação. Também dimensiona o escrow pelo risco efetivamente quantificado na diligência, com gatilhos e datas de liberação parcial, em vez de uma retenção genérica sem critério.
O que examinamos
- Escolha entre closing accounts e locked-box
- Apuração do balanço de fechamento conforme definições contratuais
- Reconciliação do ajuste e defesa no prazo de contestação
- Dimensionamento do escrow pelo risco quantificado na diligência
- Gatilhos e datas de liberação parcial da retenção
- Mecanismo de perito independente para impasse de apuração
- Norma aplicável
- Cláusulas de ajuste de preço por closing accounts ou locked-box, conta de escrow e perito independente para impasse.
- Entregável
- Apuração do ajuste de fechamento e desenho do escrow, com defesa técnica das posições do cliente.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Success fee e custo da assessoria de M&A
O que decide o custo do mandato não é o percentual: é a base de cálculo e o gatilho de vencimento.
O honorário de assessoria em M&A tem três componentes: retainer fixo mensal, success fee condicionado ao fechamento e reembolso de despesas. O fixo sustenta a dedicação de equipe durante meses de trabalho com resultado incerto. O variável premia o preço final obtido. Atende o vendedor que vai assinar mandato e precisa comparar propostas.
Duas propostas com percentual idêntico podem custar valores muito diferentes. O que separa é a base: se incide sobre valor da empresa ou valor das quotas, se a dívida assumida entra na conta, se preço diferido e ganho condicionado contam integralmente ou conforme o recebimento, e se a retenção de garantia integra a base antes de ser liberada.
A MERC escreve o mandato com a regra de que o honorário segue o caixa: vencimento ancorado no fechamento e no efetivo recebimento, ganho condicionado pago quando realizado, retenção excluída até a liberação. A cláusula de cauda tem prazo e lista nominal, com exclusão expressa de contrapartes que já conversavam com o dono.
O que examinamos
- Definição escrita da base de cálculo, item a item
- Vencimento ancorado no fechamento e no recebimento
- Tratamento de preço diferido e de ganho condicionado
- Regra de abatimento do retainer contra o success fee
- Cauda com prazo e lista nominal de contrapartes cobertas
- Teto e aprovação prévia das despesas reembolsáveis
- Norma aplicável
- Contrato de mandato de assessoria: base de cálculo, gatilho de vencimento, exclusividade, rescisão e cláusula de cauda.
- Entregável
- Mandato com honorário alinhado ao recebimento do vendedor e regras de cauda e despesas escritas.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Venda para fundo de investimento
Fundo não compra história: compra plano com números auditáveis, governança formal e caminho de saída.
Venda para fundo de investimento é a operação com comprador financeiro, em geral de private equity, que entra por participação relevante ou controle e já projeta uma saída futura. Costuma fazer sentido para empresa com resultado previsível, gestão que permanece e espaço de crescimento. Envolve sócio novo, governança formalizada e acordo de sócios.
A diferença em relação ao estratégico é que o fundo não tem sinergia para pagar. O retorno vem do plano, então o escrutínio recai sobre a qualidade do resultado, a conversão de EBITDA em caixa, a confiabilidade dos indicadores e a dependência de pessoas-chave. A ausência de auditoria costuma virar retenção de parte do preço ou exigência de garantia adicional.
A MERC prepara a empresa para esse crivo: demonstrações auditadas, EBITDA normalizado com evidência, indicadores conciliados com a contabilidade e controles internos documentados. Na negociação, trata os pontos que definem a vida do sócio depois do fechamento: alçadas, composição de conselho, direitos de saída e avaliação da participação remanescente.
O que examinamos
- Qualidade do resultado e conversão de EBITDA em caixa
- Indicadores operacionais conciliados com a contabilidade
- Demonstrações auditadas e controles internos documentados
- Mapeamento da dependência de fundadores e pessoas-chave
- Acordo de sócios, alçadas e direitos de saída
- Tratamento da participação remanescente em evento futuro
- Norma aplicável
- SPA e acordo de sócios, com demonstrações auditadas e governança formalizada como exigência usual do investidor financeiro.
- Entregável
- Empresa preparada para a diligência do investidor financeiro e termos de sociedade negociados.
Venda da empresa, do preparo ao fechamento
Venda para comprador estratégico
Estratégico paga por sinergia, mas só pela sinergia que o vendedor consegue demonstrar com número.
Venda para comprador estratégico é a operação com um grupo do próprio setor ou adjacente, que compra por canal, produto, região, tecnologia ou consolidação. Tende a sustentar prêmio de controle quando a lógica industrial é clara. Atende empresas cujo ativo se encaixa em uma tese de consolidação já em curso no setor.
O risco específico é a exposição. Negociar com concorrente significa abrir operação, margem e carteira para quem pode não comprar. Por isso a informação sai por fase e sob NDA de escopo restritivo. O segundo ponto é que sinergia alegada não vira preço: o comprador precisa reconhecê-la no próprio modelo, e o vendedor precisa quantificá-la com dados.
A MERC estrutura a aproximação para preservar confidencialidade até o estágio em que ela deixa de ser possível, mantendo mais de um interessado ativo. Constrói a leitura de sinergia com dados do vendedor, prepara o carve-out e a segregação contábil quando a venda é de unidade de negócio, e antecipa os temas de PMI que o comprador vai precificar.
O que examinamos
- Tese de sinergia quantificada com dados do vendedor
- NDA de escopo restritivo e liberação por fase
- Manutenção de mais de um interessado ativo no processo
- Carve-out e segregação contábil antes do fechamento
- Mapeamento de cláusulas de change of control
- Temas de PMI antecipados na mesa de negociação
- Norma aplicável
- Processo competitivo sell-side, com CPC 15 e IFRS 3 na combinação de negócios e na alocação do preço de compra.
- Entregável
- Processo competitivo com estratégicos, com sinergia quantificada e carve-out contábil estruturado.
Compra, buy-side e consolidação
Assessoria buy-side
Comprar bem é processo, não sorte: originação, diligência e contrato precisam falar a mesma língua.
Assessoria buy-side é a condução técnica de uma compra do lado de quem adquire. Vale para grupo que consolida setor, family office que aloca capital e empresa de médio porte que cresce por aquisição. O trabalho começa antes do alvo escolhido, no critério de compra, e termina depois do closing, na integração do que foi adquirido.
O erro caro do buy-side é tratar diligência como confirmação de decisão já tomada. Quando isso acontece, o achado técnico chega tarde demais para virar preço ou cláusula. Diligência bem sequenciada forma o preço: o que ela encontra alimenta a oferta vinculante, a definição de EBITDA no SPA e a lista de itens equiparáveis a dívida.
A MERC conduz o processo com a mesma casa que audita e que cuida de tributário. Montamos o critério de alvo, abrimos conversa sob NDA, estruturamos a carta de intenções, coordenamos as frentes de diligência e traduzimos cada achado em pleito de preço ou proteção contratual. Boutique de M&A entrega o deal; aqui o número vem auditável.
O que examinamos
- Critério de alvo escrito antes da primeira conversa
- Lista de pedidos de informação e governança do data room
- Coordenação das frentes financeira, fiscal, trabalhista e contábil
- Tradução dos achados em pleitos de preço e cláusulas
- Apoio à oferta não vinculante e à carta de intenções
- Definições de EBITDA e de dívida líquida para o SPA
- Norma aplicável
- Sequência de processo: NDA, teaser, carta de intenções, diligência, SPA e closing.
- Entregável
- Um processo de compra conduzido do critério de alvo ao closing, com cada achado convertido em preço ou cláusula.
Compra, buy-side e consolidação
Tese de aquisição e pipeline de alvos
Antes de procurar alvo, defina a tese: o que a compra resolve e quanto ela pode custar.
Tese de aquisição é o documento que diz por que comprar, o que comprar e a que preço faz sentido. Serve a quem consolida um setor, a quem busca capacidade que demoraria a construir e a quem precisa de escala. Do critério nasce o pipeline de alvos, com prioridade, forma de aproximação e limite de preço para cada um.
O ciclo atual concentra capital: menos operações e cheques maiores. Isso muda a natureza do risco, porque não há portfólio de deals que dilua um erro de avaliação. Tese frouxa aparece adiante, quando a sinergia prometida ao conselho não se realiza e o teste de recuperabilidade cobra a conta do ágio registrado.
A MERC escreve a tese com a sinergia documentada desde o início, não como retórica de anúncio. Definimos critério de alvo, faixa de preço por perfil e o que seria deal breaker. O pipeline é construído com leitura setorial e disciplina de aproximação, e as premissas que sustentam a tese são as mesmas que depois sustentam a alocação do preço de compra.
O que examinamos
- Critério de alvo por porte, setor e perfil societário
- Mapa de alvos com prioridade e forma de aproximação
- Tese de sinergia documentada, com métrica de acompanhamento
- Faixa de preço e limite de desistência por alvo
- Riscos que tornariam o alvo inviável desde a origem
- Norma aplicável
- Metodologia: tese escrita, critério de alvo e sinergia documentada com métrica de acompanhamento auditável.
- Entregável
- Uma tese de aquisição escrita e um pipeline de alvos com prioridade, faixa de preço e limite de desistência.
Compra, buy-side e consolidação
Avaliação do alvo e preço máximo
Valuation de alvo não entrega um número: entrega a faixa defensável e o preço acima do qual você sai.
Avaliação do alvo é o trabalho que transforma a tese em número defensável para o comitê de investimento. Interessa a comprador estratégico, a fundo e a family office. O resultado não é um valor único, e sim uma faixa construída por métodos diferentes, com âncora primária e o preço máximo que a tese ainda suporta.
O fluxo de caixa descontado é sensível à WACC, ao crescimento na perpetuidade e à margem terminal, e pequena mudança de premissa move muito o resultado. Múltiplo de mercado e de transação ancoram a conversa, mas comparável mal escolhido vicia a âncora. O que fecha a conta é a ponte do enterprise value para o equity value.
A MERC triangula métodos e mostra a sensibilidade de cada premissa, em vez de defender um número isolado. Rodamos fluxo de caixa descontado, múltiplo de mercado e múltiplo de transação, montamos a ponte com dívida líquida, itens equiparáveis a dívida e ajuste de capital de giro, e entregamos o preço máximo com o ponto de saída da mesa.
O que examinamos
- Modelo de fluxo de caixa descontado com análise de sensibilidade
- Seleção e crítica dos comparáveis de mercado e de transação
- Ponte do enterprise value ao equity value do alvo
- Leitura das sinergias que o comprador pode de fato capturar
- Preço máximo e ponto de saída da negociação
- Norma aplicável
- Metodologia: fluxo de caixa descontado, múltiplos e ponte de equity value; laudo de avaliação sob CPC 46 quando aplicável.
- Entregável
- Um laudo de avaliação com faixa de valor, sensibilidades e o preço máximo que a tese sustenta.
Compra, buy-side e consolidação
Estruturação societária da aquisição
A forma de comprar decide governança, entrada de sócio e o caminho de saída anos depois.
Estruturação societária da aquisição define como a compra é feita: veículo, participação adquirida, entrada dos sócios e regras de convivência depois do fechamento. Interessa a quem compra com sócio investidor, a quem mantém o vendedor na operação e a quem compra em etapas. A decisão precede a negociação de preço, porque muda o que está sendo negociado.
O erro comum é desenhar a estrutura depois de acertar o preço. Aí o acordo de sócios vira apêndice, e questões que definem valor ficam sem resposta: quem decide o quê, como um sócio sai, o que acontece se o vendedor que ficou na gestão for embora. Estrutura mal desenhada reaparece na diligência do comprador seguinte.
A MERC desenha a estrutura junto com a tese, não depois dela. Avaliamos veículo, participação e etapas de entrada, discutimos o acordo de sócios com quem vai conviver com ele e alinhamos a estrutura à governança que o negócio já tem. Por ter tributário e auditoria na mesma casa, a leitura contábil e fiscal entra antes de assinar.
O que examinamos
- Definição do veículo e da participação a ser adquirida
- Desenho do acordo de sócios e das regras de saída
- Etapas de entrada no capital e condições de cada uma
- Governança do pós-fechamento: conselho, alçadas e reporte
- Leitura contábil e fiscal da estrutura antes da assinatura
- Norma aplicável
- Instrumentos: acordo de sócios, contrato social ou estatuto e SPA.
- Entregável
- Um desenho societário da operação, com veículo, etapas de entrada e regras de convivência entre os sócios.
Compra, buy-side e consolidação
Combinação de negócios, CPC 15 e IFRS 3
Fechado o negócio, o preço pago precisa ser distribuído: ágio é o resíduo da conta, nunca a primeira parada.
Uma aquisição de controle é combinação de negócios e segue o CPC 15, alinhado ao IFRS 3, pelo método de aquisição. Identifica-se o adquirente, mede-se a contraprestação transferida e reconhecem-se os ativos identificáveis e os passivos assumidos a valor justo na data da aquisição. Interessa a quem consolida a adquirida e a quem responde pelo balanço combinado.
A alocação do preço de compra é onde a conta se decide. Marca, carteira de clientes, tecnologia e acordo de não concorrência precisam ser reconhecidos mesmo sem nunca terem figurado no balanço da adquirida. O earn-out entra a valor justo já na data da aquisição. Ágio inflado costuma ser sinal de intangível identificável que ninguém reconheceu.
A MERC reconstrói a alocação a partir dos contratos e da lógica econômica da compra, e não de um resíduo conveniente. Mensuramos cada intangível com premissa sustentada, tratamos a contraprestação contingente, usamos o período de mensuração para refinar valores provisórios e deixamos a trilha que o auditor vai pedir no teste de recuperabilidade.
O que examinamos
- Identificação do adquirente contábil, que pode não ser o jurídico
- Mensuração da contraprestação transferida, incluindo o earn-out
- Reconhecimento de intangíveis identificáveis separados do ágio
- Memória de cálculo de cada premissa de valor justo
- Ágio apurado como resíduo e alocado a unidade geradora de caixa
- Divulgação da combinação e das sinergias que sustentaram o preço
- Norma aplicável
- CPC 15 e IFRS 3 no método de aquisição; CPC 01 e IAS 36 no teste de recuperabilidade do ágio.
- Entregável
- A alocação do preço de compra documentada, com intangíveis mensurados, ágio apurado como resíduo e divulgações prontas.
Compra, buy-side e consolidação
Combinação sob controle comum
Reorganização dentro do mesmo grupo não é aquisição: fica fora do CPC 15 e pede método do predecessor.
Combinação sob controle comum é a operação entre empresas que já estão sob o mesmo controlador antes e depois do negócio. Incorporação, cisão ou transferência de participação dentro do grupo entram aqui. O CPC 15, alinhado ao IFRS 3, exclui expressamente essas operações do seu alcance, e não existe pronunciamento dedicado que ocupe o lugar dele.
A lacuna de norma é o ponto perigoso. Sem regra dedicada, a prática predominante é o método do predecessor: valores contábeis históricos mantidos, nenhum ágio novo e a diferença entre valor pago e valor recebido reconhecida no patrimônio líquido. Reconhecer ágio nessas operações é justamente o erro que a exclusão do CPC 15 quis evitar.
A MERC define a política contábil antes de a reorganização acontecer, não no aperto do fechamento. Testamos se há mesmo controle comum e se ele não é transitório, fixamos a data a partir da qual a operação é refletida, tratamos a diferença de valores no patrimônio e examinamos a operação como transação entre partes relacionadas, sob a NBC TA 550.
O que examinamos
- Prova de que o controle é comum e não transitório
- Escolha e documentação do método contábil adotado
- Data a partir da qual a operação é refletida
- Tratamento da diferença entre valor pago e valor recebido
- Exame da operação sob a ótica de partes relacionadas
- Divulgação suficiente para quem lê os comparativos
- Norma aplicável
- Método do predecessor, fora do alcance do CPC 15 e do IFRS 3; partes relacionadas sob a NBC TA 550.
- Entregável
- Uma política contábil escrita para a reorganização, com método, data de reflexão e divulgação definidos antes da execução.
Compra, buy-side e consolidação
Joint venture e parceria societária
Em parceria societária, classificar errado o arranjo muda todo o balanço do investidor.
Joint venture é o arranjo em que duas ou mais partes têm controle conjunto sobre uma operação, com consenso unânime exigido nas decisões relevantes. Serve a quem divide investimento pesado, a quem entra em mercado novo com um parceiro e a quem quer expertise complementar sem comprar a empresa inteira. O CPC 19 (R2), alinhado ao IFRS 11, organiza o tratamento.
A diferença crítica não é o percentual, é o direito. Operação conjunta dá a cada parte direitos sobre ativos e obrigações sobre passivos, e cada uma reconhece sua proporção linha a linha. Joint venture dá direito sobre os ativos líquidos, e o registro é por equivalência patrimonial. Classificar errado muda a apresentação inteira das demonstrações.
A MERC lê o acordo de sócios antes de classificar, porque é lá que direitos diretos sobre ativos aparecem. Analisamos estrutura, forma legal, termos contratuais e mecanismos de veto, definimos a classificação, tratamos a mensuração inicial e mapeamos as operações entre as partes e a própria joint venture, que sempre são partes relacionadas.
O que examinamos
- Leitura do acordo para identificar controle conjunto real
- Classificação entre operação conjunta e joint venture
- Mensuração inicial dos ativos contribuídos ao arranjo
- Mecânica da equivalência patrimonial e das distribuições
- Mapa das operações entre as partes e a joint venture
- Efeito contábil de mudanças no acordo ou na participação
- Norma aplicável
- CPC 19 (R2) e IFRS 11 na classificação do arranjo; equivalência patrimonial sob CPC 18 e IAS 28.
- Entregável
- A classificação do arranjo fundamentada no contrato, com o tratamento contábil e as divulgações definidas.
Compra, buy-side e consolidação
Carve-out e venda de unidade de negócio
Unidade que nunca existiu sozinha precisa ser construída antes de ser vendida, e isso começa nos números.
Carve-out é a separação contábil, operacional e jurídica de uma unidade do grupo, para venda a terceiro, abertura de capital ou operação autônoma. Difere de venda de subsidiária porque o ativo não existia como entidade separada: ele precisa ser construído. Interessa a grupo que foca portfólio e a comprador que vai receber essa unidade.
O que derrete valor em carve-out é o custo de operar sozinho. Diretoria dedicada, conselho, auditoria, financeiro e recursos humanos próprios, sistemas core, seguros e compliance eram absorvidos pelo grupo e passam a ser despesa da unidade. Somado ao contrato de serviços de transição, esse ajuste desce o EBITDA que serve de base ao múltiplo.
A MERC monta as demonstrações carve-out com atribuição direta de receitas e custos, alocação defensável do compartilhado e os custos de operação autônoma explicitados. Desenhamos o contrato de serviços de transição com prazo, escopo e preço, mapeamos cláusula de mudança de controle nos contratos relevantes e preparamos a base que o comprador vai testar na diligência.
O que examinamos
- Demonstrações carve-out com base de preparação documentada
- Critério de alocação dos custos compartilhados do grupo
- Custos de operação autônoma quantificados e sustentados
- Escopo, prazo e preço do contrato de serviços de transição
- Contratos com cláusula de mudança de controle mapeados
- Dependências de sistemas, dados e pessoas-chave
- Norma aplicável
- Demonstrações carve-out sob IFRS e CPCs aplicáveis, com divulgação da base de preparação; TSA como instrumento contratual.
- Entregável
- Demonstrações carve-out auditáveis, custos de operação autônoma quantificados e o contrato de transição desenhado.
Compra, buy-side e consolidação
Aquisição de empresa regulada
Comprar licença é comprar prazo: sem aprovação prévia do regulador, não existe fechamento.
Aquisição de empresa regulada é a compra de uma instituição que opera sob autorização, como uma sociedade de crédito direto ou outra instituição autorizada pelo Banco Central. O que se adquire é entrada regulada, base de clientes e tecnologia sem percorrer o processo de autorização do zero. Interessa a banco médio e a grupo que quer entrar em crédito digital.
Mudança de controle de instituição financeira depende de aprovação prévia do regulador, o que coloca a autorização como condição precedente e alonga o intervalo entre assinatura e fechamento. Nesse intervalo, a carteira muda. O ponto técnico mais caro é a provisão para perdas: modelo de perda esperada calibrado de forma otimista vira ajuste material no primeiro fechamento.
A MERC audita instituições reguladas, então a diligência olha onde o número costuma quebrar. Examinamos histórico da licença junto ao regulador, classificação da carteira e suficiência de provisão sob a Resolução CMN 4.966, capital regulatório, governança estatutária, prevenção à lavagem e terceirizações críticas, e preparamos a harmonização de políticas que a consolidação vai exigir.
O que examinamos
- Histórico da licença, inspeções e planos de adequação pendentes
- Classificação da carteira e suficiência da provisão para perdas
- Enquadramento de capital regulatório e folga sobre o mínimo
- Governança estatutária, comitês e política de prevenção à lavagem
- Condições precedentes ligadas à aprovação do regulador
- Harmonização de políticas contábeis após o fechamento
- Norma aplicável
- Aprovação prévia do Banco Central na mudança de controle; Resolução CMN 4.966 na carteira; CPC 15 e IFRS 3 na contabilização.
- Entregável
- Uma diligência regulatória e contábil do alvo, com o caminho de aprovação e os ajustes esperados no primeiro fechamento.
Compra, buy-side e consolidação
Aquisição de participação minoritária
Sem controle, o que protege o investidor é o contrato: direitos de voto, informação e saída.
Aquisição de participação minoritária é a compra de fatia sem controle, comum em rodada de investimento, entrada de sócio financeiro e sucessão familiar. Quem entra assim não decide sozinho e depende da qualidade da informação que recebe. O alvo costuma ser empresa em crescimento, que ainda está formalizando estrutura, e por isso a análise pesa governança tanto quanto desempenho.
O erro do minoritário é confiar em governança de fachada. Conselho montado às vésperas da captação, sem ata que reflita decisão real, não protege ninguém. Faltando acordo de sócios com regra de saída, tag along e matéria de aprovação qualificada, o investidor fica preso a uma posição que não controla e não consegue vender.
A MERC avalia a governança que existe de fato, não a do organograma. Lemos atas, alçadas e acordo de sócios, testamos a confiabilidade da informação financeira que chega ao minoritário e apontamos o que precisa estar no contrato antes da entrada. Governança sem informação confiável é estrutura vazia, e é aí que a auditoria da casa ajuda.
O que examinamos
- Acordo de sócios: saída, tag along e matérias qualificadas
- Atas e alçadas que provem decisão colegiada real
- Qualidade e periodicidade da informação enviada ao minoritário
- Composição do conselho e presença de membro independente
- Transações com partes relacionadas e uso de caixa
- Norma aplicável
- Instrumentos: acordo de sócios e estatuto; princípios do Código das Melhores Práticas do IBGC.
- Entregável
- Um diagnóstico de governança e informação do alvo, com os direitos que a posição minoritária precisa ter em contrato.
Due diligence
Due diligence financeira
A diligência financeira responde três perguntas: o EBITDA é real, a dívida é essa, o giro está normalizado.
Due diligence financeira é a verificação independente dos números do alvo antes do fechamento, contratada em geral pelo comprador. Não emite opinião como a auditoria: investiga o que sustenta o resultado, o caixa e o balanço. É o trabalho que converte a oferta indicativa da carta de intenções no preço efetivamente pago no fechamento.
O eixo aqui é a distância entre lucro e caixa. Quando o EBITDA cresce e o caixa não acompanha, existe uma razão, e ela raramente é boa: recebível que não gira, estoque que incha, despesa postergada, receita reconhecida cedo. Conversão de resultado em caixa é o teste que separa desempenho de aparência.
A MERC reconcilia o EBITDA reportado com o caixa efetivamente gerado, período a período. Cruzamos balancete mensal, conciliação bancária e contratos, testamos recebíveis, estoques e provisões, e entregamos achados já traduzidos em pleito de preço e em insumo para o SPA. Quem audita sabe onde o número costuma quebrar, e a diligência começa por ali.
O que examinamos
- Reconciliação do EBITDA reportado com o caixa gerado
- Teste de recebíveis, aging e suficiência da perda esperada
- Giro e obsolescência de estoque, com contagem de suporte
- Identificação de itens equiparáveis a dívida no balanço
- Cruzamento entre balancete mensal, conciliação bancária e contratos
- Achados traduzidos em pleito de preço e cláusula do SPA
- Norma aplicável
- Escopo de financial due diligence: qualidade do resultado, capital de giro, dívida líquida e contingências, com insumos para o SPA.
- Entregável
- Um relatório de diligência financeira com achados quantificados e o efeito de cada um sobre preço e estrutura.
Due diligence
Due diligence contábil
Antes de discutir preço, é preciso saber se a política contábil do alvo aguenta leitura de terceiro.
Due diligence contábil examina como o alvo reconhece, mensura e classifica o que registra. Interessa ao comprador que vai consolidar a adquirida e precisa saber o tamanho do ajuste de conversão para a sua própria política contábil. Interessa também ao vendedor que quer chegar à mesa sem surpresa de reapresentação de exercícios anteriores.
Aqui o foco não é o caixa, é o critério. Receita reconhecida fora do momento de transferência de controle, provisão ausente onde há obrigação presente, despesa operacional classificada como investimento, nota explicativa genérica: cada um desses pontos distorce EBITDA, margem e alavancagem sem que nenhum lançamento esteja formalmente errado no razão.
A MERC testa a política contábil contra o pronunciamento aplicável e contra a prática do próprio alvo ao longo do tempo. Verificamos reconhecimento de receita sob o CPC 47, provisões e contingências sob o CPC 25, consistência entre balanço, resultado, fluxo de caixa e notas, e mapeamos os ajustes que a consolidação no comprador vai exigir.
O que examinamos
- Política de reconhecimento de receita testada contra os contratos
- Provisões e contingências confrontadas com a base de evidência
- Critério de classificação de contas e efeito sobre o EBITDA
- Consistência entre balanço, resultado, fluxo de caixa e notas
- Mudanças de estimativa e correções de erro no período
- Ajustes necessários para converter à política do comprador
- Norma aplicável
- CPC 47 no reconhecimento de receita, CPC 25 em provisões e contingências, CPC 26 na apresentação e nas divulgações.
- Entregável
- Um mapa das políticas contábeis do alvo, com os ajustes necessários para consolidar sem reapresentação.
Due diligence
Quality of earnings
Quality of earnings separa o lucro que se repete do lucro que aconteceu uma vez.
Quality of earnings é a análise que apura o EBITDA ajustado: o resultado que a operação repete, limpo de itens eventuais. É o número que vai receber o múltiplo da transação, e por isso concentra a atenção do comitê de investimento do comprador e do vendedor que precisa defender o preço que pediu.
A diferença em relação à auditoria é de finalidade. A auditoria opina se as demonstrações seguem as normas; a análise de qualidade do resultado pergunta se o lucro é recorrente e se vira caixa. Cada unidade de resultado normalizada para menos derruba o valor de forma alavancada, porque o preço é múltiplo desse número.
A MERC constrói a ponte entre EBITDA reportado e EBITDA ajustado, item a item, com a fonte de cada normalização. Tratamos despesa pessoal de sócio, remuneração fora de mercado, contrato não recorrente, ganho de ativo, capitalização agressiva e o ajuste não recorrente que se repete todo ano. Quem audita reconhece esse padrão rápido.
O que examinamos
- Ponte item a item do EBITDA reportado ao ajustado
- Teste de recorrência de cada ajuste dos últimos exercícios
- Separação entre receita recorrente e receita eventual
- Normalização de despesa de sócio e remuneração fora de mercado
- Ajustes não recorrentes que se repetem ano após ano
- Conversão do resultado ajustado em caixa operacional
- Norma aplicável
- Metodologia de quality of earnings: ponte do EBITDA reportado ao ajustado, com evidência por normalização.
- Entregável
- A ponte do EBITDA reportado ao ajustado, com cada normalização sustentada por evidência.
Due diligence
Due diligence fiscal e tributária
Passivo tributário não reconhecido vira dedução de preço: a conta já corre antes de a autuação chegar.
Due diligence fiscal mapeia o que o alvo deve e o que pode vir a dever. Cobre apuração, aproveitamento de crédito, teses adotadas, contencioso administrativo e judicial, parcelamentos e obrigações acessórias. Interessa ao comprador que assume o histórico e ao vendedor que precisa saber o tamanho da garantia que vai dar no contrato.
O ponto que mais surpreende é a premissa da norma contábil: mede-se a incerteza supondo que o fisco vai examinar a posição e conhecer todos os fatos. Não se pode apostar na chance de não ser fiscalizado. Posição agressiva que vivia como risco remoto em nota explicativa passa a ser passivo reconhecido no balanço.
A MERC inventaria as posições fiscais e separa o que é incerteza sobre tributo sobre o lucro, no alcance do ICPC 22, do que segue o CPC 25. Testamos o método de mensuração escolhido, a consistência das probabilidades atribuídas e se houve reavaliação diante dos gatilhos do período. Ter tributário na mesma casa encurta essa leitura.
O que examinamos
- Inventário das teses fiscais adotadas na apuração
- Separação entre incerteza sobre lucro e demais tributos
- Método de mensuração da posição incerta e sua justificativa
- Contencioso mapeado por probabilidade e valor em risco
- Parcelamentos, garantias e obrigações acessórias pendentes
- Efeito do passivo fiscal sobre dívida líquida e preço
- Norma aplicável
- ICPC 22 e IFRIC 23 na incerteza sobre tributo sobre o lucro; CPC 25 na incerteza sobre os demais tributos.
- Entregável
- Um mapa do passivo fiscal, provável e possível, com efeito sobre preço, garantias e escrow.
Due diligence
Due diligence trabalhista e previdenciária
Passivo de folha raramente aparece no balanço, mas sempre aparece na conta final do comprador.
Due diligence trabalhista e previdenciária examina a relação do alvo com quem trabalha nele: folha, encargos, jornada, benefícios, terceirização e contencioso. Interessa ao comprador de negócio intensivo em mão de obra e a quem adquire operação com histórico de reestruturação de quadro. O passivo aqui costuma ser difuso, acumulado e pouco visível nas demonstrações.
O risco concentra-se no que a folha não mostra. Jornada sem controle confiável, verba paga com natureza indevida, contratação por pessoa jurídica onde há subordinação, terceirização de atividade sem o suporte contratual correto: cada ponto gera exposição que só se materializa depois, quando o passivo já pertence ao comprador e não há mais preço a negociar.
A MERC cruza folha, controle de jornada, contratos de prestação de serviço e histórico de reclamações para dimensionar exposição, não apenas listar processos. Quantificamos por faixa de probabilidade, discutimos com a assessoria jurídica e levamos o resultado para onde ele decide o negócio: dívida líquida, garantias, retenção de preço e escopo de indenização.
O que examinamos
- Conciliação entre folha, encargos recolhidos e obrigações acessórias
- Controle de jornada e exposição a horas extras
- Natureza das verbas pagas e reflexo previdenciário
- Contratação por pessoa jurídica e risco de subordinação
- Terceirização: contratos, fiscalização e responsabilidade subsidiária
- Contencioso quantificado por probabilidade e faixa de valor
- Norma aplicável
- Instrumentos: legislação trabalhista e previdenciária aplicável, com quantificação de contingências por faixa de probabilidade.
- Entregável
- Uma quantificação do passivo trabalhista e previdenciário do alvo, com efeito sobre preço, garantias e retenção.
Due diligence
Due diligence de capital de giro
Capital de giro não é indicador operacional na transação: é a régua que ajusta o preço no fechamento.
A diligência de capital de giro define o nível normalizado de giro que o negócio precisa para operar, o peg do contrato. Esse número vira referência: entregue a empresa abaixo dele e o preço cai; acima, sobe. Interessa aos dois lados da mesa, porque é ajuste objetivo e financeiro, não interpretação sujeita a disputa.
O trabalho está na curva, não na foto. Giro medido em uma data isolada ignora sazonalidade, antecipação de recebível, alongamento deliberado de fornecedor e estoque acumulado às vésperas. Definição frouxa do que entra no giro e do que entra na dívida líquida é fonte frequente de disputa depois do fechamento.
A MERC monta a curva mensal de capital de giro por histórico longo o bastante para mostrar sazonalidade, e não apenas tendência. Testamos movimentos atípicos perto da data de corte, separamos o que é giro do que é item equiparável a dívida e escrevemos a definição que vai para o SPA, com a memória de cálculo do ajuste.
O que examinamos
- Curva mensal de capital de giro com leitura de sazonalidade
- Definição do peg e do que entra em cada conta
- Movimentos atípicos próximos à data de corte
- Fronteira entre capital de giro e dívida líquida
- Itens equiparáveis a dívida listados e quantificados
- Mecânica do ajuste pós-fechamento escrita no contrato
- Norma aplicável
- Mecanismo contratual de ajuste de preço: peg de capital de giro e definição de dívida líquida no SPA.
- Entregável
- O peg de capital de giro fundamentado e a definição contratual que evita disputa no ajuste pós-fechamento.
Due diligence
Due diligence comercial
A diligência comercial não checa números: checa se o plano que sustenta esses números é real.
Due diligence comercial examina mercado, clientes, posicionamento e dinâmica competitiva do alvo. Responde se o plano de negócios apresentado é factível. Interessa a fundo com tese de crescimento, a comprador entrando em segmento novo e a quem paga múltiplo sobre projeção, e não apenas sobre resultado histórico já realizado.
Enquanto a diligência financeira valida o que aconteceu, a comercial testa o que se promete. A carteira é o objeto: concentração em poucos clientes, contrato prestes a vencer, churn que a receita agregada esconde, pipeline somado em duplicidade entre canais. Achado comercial vira número na diligência financeira, e o inverso também vale.
A MERC lê a carteira cliente a cliente e conversa com quem compra do alvo. Analisamos concentração no topo, coorte de retenção, taxa de conversão do funil e sustentabilidade dos canais, e cruzamos cada conclusão com a leitura financeira, para que as duas frentes não trabalhem em silos e cheguem ao comitê com a mesma história.
O que examinamos
- Concentração de receita nos maiores clientes e risco de renovação
- Coortes de retenção e churn por safra de cliente
- Vencimento e condições dos contratos relevantes da carteira
- Pipeline comercial testado contra duplicidade entre canais
- Entrevistas com clientes atuais e com clientes perdidos
- Premissas do plano de negócios confrontadas com o histórico
- Norma aplicável
- Metodologia de commercial due diligence: validação do plano de negócios por carteira, coorte, canal e concorrência.
- Entregável
- Um parecer sobre a tese comercial do alvo, com riscos de carteira quantificados e cruzados com a leitura financeira.
Due diligence
Due diligence em startup
Em startup não há histórico auditado para validar: valida-se a métrica, a coorte e o cap table.
Due diligence em startup serve ao investidor que entra em rodada e ao comprador estratégico que adquire tecnologia e time. O histórico é curto e nem sempre auditado, então o exame se desloca para métrica operacional, unit economics, estrutura societária e proteção da propriedade intelectual. O estágio da rodada define a profundidade do trabalho.
O erro recorrente é aceitar a métrica do painel sem reconciliá-la com a contabilidade. Receita recorrente reportada que não bate com a receita registrada, receita de implantação contada como recorrente, coorte que melhora porque o cliente ruim saiu da base: cada um infla o número que vai receber múltiplo na rodada.
A MERC reconcilia métrica com contabilidade antes de discutir valuation. Reconstruímos coortes de retenção, custo de aquisição e payback a partir do dado bruto, testamos a integração dos três demonstrativos do modelo, verificamos cap table, vesting e titularidade da propriedade intelectual, e apontamos o que precisa virar condição ou marco no contrato.
O que examinamos
- Receita recorrente reconciliada com a contabilidade da empresa
- Coortes de retenção reconstruídas a partir do dado bruto
- Custo de aquisição, payback e queima de caixa
- Integração dos três demonstrativos e premissas do modelo
- Cap table, vesting e opções prometidas fora do contrato
- Titularidade de marca, software e código desenvolvido
- Norma aplicável
- Metodologia: reconciliação das métricas operacionais com a contabilidade e modelo integrado de resultado, balanço e caixa.
- Entregável
- Um relatório de diligência com métricas reconciliadas, riscos societários mapeados e recomendações para o contrato da rodada.
Due diligence
Due diligence em empresa familiar
Em empresa familiar, o primeiro trabalho é separar o que é da empresa do que é da família.
Due diligence em empresa familiar atende comprador, sócio financeiro que entra no capital e a própria família que prepara sucessão. O negócio costuma ter operação sólida e estrutura informal, com decisão concentrada e registro contábil que acompanha a conveniência do grupo, não a fronteira entre patrimônios. Essa distância é o que se mede aqui.
A confusão patrimonial é o achado que mais mexe no preço. Despesa pessoal dentro da empresa, imóvel da família no ativo, mútuo com sócio sem contrato, folha de parente sem função definida, aluguel com parte relacionada fora de mercado. Cada item exige normalização do resultado e revisão do que de fato é ativo do negócio.
A MERC separa patrimônio de operação com evidência, não com conversa. Mapeamos transações com partes relacionadas, normalizamos o resultado pelos itens de natureza pessoal, revisamos quais ativos acompanham a venda e testamos se acordo de sócios, atas e alçadas existem de fato. O mesmo trabalho serve depois à sucessão e à holding.
O que examinamos
- Mapa das transações entre a empresa e a família
- Normalização do resultado por despesas de natureza pessoal
- Ativos do negócio separados dos ativos da família
- Mútuos, aluguéis e contratos com partes relacionadas
- Acordo de sócios, atas e alçadas efetivamente praticados
- Dependência do fundador em decisão, relacionamento e crédito
- Norma aplicável
- Instrumentos: acordo de sócios e estatuto; exame de partes relacionadas e normalização do resultado para fins de preço.
- Entregável
- A separação documentada entre patrimônio da família e da empresa, com o resultado normalizado que sustenta o preço.
Due diligence
Due diligence de controles e governança
Controle fraco não aparece como ajuste único: aparece como desconto no preço por risco de informação.
A diligência de controles avalia se o alvo consegue produzir informação confiável de forma repetível. Olha ambiente de controle, avaliação de risco, atividades de controle, informação e comunicação e monitoramento, na estrutura do COSO 2013. Interessa ao comprador que vai depender desses números para reportar resultado logo depois do fechamento.
O que se mede aqui é processo, não saldo. Segregação de funções entre quem aprova, quem paga e quem registra; trilha de auditoria completa e inalterável; controle com dono identificado; controle geral de tecnologia em operação. Controle documentado mas nunca testado é o achado mais comum, e é o que derruba a confiança na informação.
A MERC testa eficácia operacional, não apenas desenho. Selecionamos processos críticos, verificamos se o controle existe, se opera e se deixa evidência, examinamos a trilha de auditoria dos sistemas e classificamos as deficiências por severidade, com plano de remediação priorizado. É a mesma lente da auditoria, aplicada à decisão de comprar.
O que examinamos
- Desenho e eficácia operacional dos controles críticos testados
- Segregação entre quem aprova, quem paga e quem registra
- Trilha de auditoria dos sistemas: completude e imutabilidade
- Controles gerais de tecnologia e gestão de acessos
- Deficiências classificadas por severidade, com plano de remediação
- Dependência de pessoas-chave e de planilhas paralelas
- Norma aplicável
- COSO 2013, com seus cinco componentes e dezessete princípios, como referência de avaliação de controles internos.
- Entregável
- Um diagnóstico de controles internos do alvo, com deficiências classificadas e plano de remediação priorizado.
Due diligence
Red flags e deal breakers
Nem todo achado derruba um deal: este painel trata dos que derrubam.
Red flag é o achado que muda a decisão, não apenas o preço. Deal breaker é o que encerra a conversa. Este trabalho existe para o comprador que precisa saber cedo quando parar e para o vendedor que quer descobrir antes, enquanto ainda há tempo de corrigir sem a pressão do cronograma do processo.
Raramente um erro isolado mata o negócio. O que mata é a sequência de pequenas inconsistências que, somadas, viram risco de informação: números que precisam ser explicados toda vez, ajuste manual permanente no fechamento, documentação que não sustenta o saldo. Quando isso aparece, o comprador deixa de discutir preço e passa a discutir confiança.
A MERC classifica achados por criticidade e diz o que cada um exige: ajuste de preço, garantia reforçada, retenção, condição precedente ou recuo. Os padrões que procuramos primeiro são os que mais se repetem: EBITDA inflado por item não recorrente, contingência subprovisionada, concentração de receita, despesa pessoal na operação e caixa que não acompanha o lucro.
O que examinamos
- EBITDA inflado por receita ou ganho não recorrente
- Descasamento persistente entre resultado e geração de caixa
- Contingência fiscal ou trabalhista provisionada abaixo do risco real
- Concentração de receita em poucos clientes ou fornecedores
- Fechamento dependente de ajuste manual e planilha paralela
- Achados classificados por criticidade e resposta recomendada
- Norma aplicável
- Metodologia: classificação de achados por criticidade, com resposta definida em preço, garantia, condição precedente ou recuo.
- Entregável
- A lista de red flags do alvo, classificada por criticidade, com a resposta recomendada para cada uma.
Due diligence
Data room e gestão da informação
Data room não é pasta com arquivo: é a prova organizada de que cada número se sustenta.
Data room é o ambiente em que o vendedor disponibiliza a evidência e o comprador faz suas perguntas. Organizá-lo é trabalho técnico: definir índice, nível de acesso por fase, controle de versão e fluxo de perguntas e respostas. Interessa a quem vai abrir processo competitivo e a quem quer prazo previsível de diligência.
A diferença entre fechar números e sustentá-los aparece aqui. Planilha paralela não substitui documento oficial, e saldo sem suporte vira pedido adicional, prorrogação de cronograma e, no limite, retenção de preço. Informação sem evidência não é considerada válida pelo comprador, por mais correta que esteja no razão contábil.
A MERC prepara o data room com a régua do auditor: cada saldo relevante com documento que o comprove, conciliação disponível e resposta pronta para a pergunta previsível. Definimos índice por frente de diligência, controlamos o que é liberado em cada fase e mantemos o registro de perguntas e respostas que depois sustenta as declarações do contrato.
O que examinamos
- Índice do data room por frente de diligência
- Saldos relevantes com documentação suporte e conciliação
- Níveis de acesso por fase e por interessado
- Registro de perguntas e respostas com rastreabilidade
- Controle de versão dos documentos disponibilizados
- Leitura prévia dos pontos que geram pergunta certa
- Norma aplicável
- Metodologia de prontidão para auditoria aplicada à transação: evidência suficiente e apropriada por saldo relevante.
- Entregável
- Um data room indexado, com evidência por saldo relevante e registro rastreável de perguntas e respostas.
Due diligence
Due diligence sob incerteza macro
Sob incerteza, a diligência deixa de olhar o passado e passa a testar a resiliência do negócio.
Due diligence sob incerteza macro é a leitura do alvo em um ambiente que pode mudar entre a assinatura e o fechamento. Juro, câmbio, demanda e regra podem virar nesse intervalo. Interessa ao comprador seletivo, que paga por previsibilidade, e ao vendedor que precisa provar que o resultado sobrevive ao cenário ruim.
A pergunta muda de o que aconteceu para o que acontece se o cenário virar. Margem alta sustentada por poucos contratos vale menos que margem menor e diversificada. Contingência passa a ser olhada pela lente do possível, e não só do provável, porque em ambiente adverso o improvável ganha probabilidade.
A MERC testa o resultado contra cenário menos generoso e leva a conclusão para dentro do contrato. Normalizamos o EBITDA, medimos a resiliência da margem a custo e demanda, e traduzimos o risco que não cabe no preço à vista em mecanismo contratual: ajuste de preço, garantia, parcela contingente e cláusula de evento material adverso.
O que examinamos
- Resultado testado contra cenário adverso de custo e demanda
- Qualidade da receita: recorrência, concentração e renovação
- Contingências avaliadas pela lente do possível, não só do provável
- Definição contábil precisa da métrica do preço contingente
- Alcance da cláusula de evento material adverso
- Ajuste de preço entre assinatura e fechamento
- Norma aplicável
- Instrumentos contratuais: ajuste de preço, declarações e garantias, preço contingente e cláusula de evento material adverso.
- Entregável
- Uma leitura de resiliência do alvo e as cláusulas que alocam o risco que o preço à vista não captura.
Due diligence
Due diligence de compliance e PLD
Em alvo regulado, falha de prevenção à lavagem é risco de licença, não apenas de multa.
A diligência de compliance e prevenção à lavagem examina se o alvo autorizado a operar mantém o programa que a regulação exige. Cobre conhecimento do cliente, conhecimento do funcionário, monitoramento de transações, comunicação ao órgão de controle e controles internos auditáveis. Interessa a quem compra instituição sob supervisão do Banco Central.
O risco não é o programa no papel, é a evidência de que ele opera. Cadastro incompleto em parte da carteira, faixa de transação sem regra de monitoramento, alerta sem trilha de análise, treinamento sem registro: cada lacuna vira achado de inspeção e plano de remediação que o comprador herda com prazo já correndo.
A MERC audita programas de prevenção à lavagem em instituições autorizadas, e a diligência usa a mesma régua. Testamos amostra de cadastro, cobertura das regras de monitoramento, tempestividade das comunicações, independência do responsável designado e o histórico de achados de inspeção, já dimensionando ao comprador o custo e o prazo da adequação pendente.
O que examinamos
- Cobertura e qualidade do cadastro em amostra da carteira
- Regras de monitoramento e faixas de transação descobertas
- Trilha de análise dos alertas e tempestividade das comunicações
- Independência e vínculo formal do responsável designado
- Achados de inspeção anteriores e plano de remediação em curso
- Custo e prazo de adequação herdados pelo comprador
- Norma aplicável
- Lei 9.613/1998 e Circular BCB 3.978/2020, com suas atualizações, na estrutura de prevenção à lavagem e ao financiamento do terrorismo.
- Entregável
- Um diagnóstico do programa de prevenção à lavagem do alvo, com lacunas, custo e prazo de adequação.
Valuation, laudos e modelagem
Valuation de empresas
Valuation de empresa não entrega um número único: entrega uma faixa defensável, construída por métodos que se checam entre si.
Valuation é a avaliação econômica de um negócio para uma finalidade definida: venda, compra, entrada de sócio, sucessão, disputa societária, ato societário ou planejamento. O destinatário do trabalho muda o método. Comprador estratégico paga por sinergia, comprador financeiro paga por retorno alvo, o mercado paga por comparável listado. O mesmo negócio pode ter valores distintos e todos tecnicamente defensáveis.
O erro caro é apresentar um número só, sem mostrar de onde ele veio. Bom valuation triangula: roda mais de um método, identifica a faixa de sobreposição e define uma âncora primária com âncoras secundárias. Outro ponto que costuma passar batido é a ponte entre o valor da firma e o que entra no bolso do vendedor, onde dívida líquida, itens equiparáveis a dívida e capital de giro mexem no preço final.
A MERC não é uma boutique de M&A. É uma firma full service, e isso muda o valuation: a mesma casa que constrói o modelo faz auditoria e tributário, então o número chega à mesa já reconciliado com a contabilidade que o comprador vai examinar. Na prática, partimos da base contábil, testamos a qualidade do resultado, construímos a faixa por método e entregamos o modelo aberto, premissa por premissa.
Quem quer uma referência antes de contratar o trabalho pode começar pela nossa plataforma de avaliação, em valuation.mercgroup.com.br. Ela roda uma estimativa inicial a partir dos números que o sócio informa e mostra qual método sustenta cada faixa. Serve para entrar na conversa com ordem de grandeza. O laudo com efeito societário, judicial ou de transação continua sendo trabalho assinado, com evidência por trás de cada premissa.
O que examinamos
- Reconciliação do EBITDA reportado com o caixa gerado
- Ponte do valor da firma para o valor do acionista
- Dívida líquida e itens equiparáveis a dívida mapeados
- Capital de giro normalizado contra o nível de referência
- Faixa de valor por método, com peso e justificativa
- Análise de sensibilidade e cenários base, otimista e pessimista
- Norma aplicável
- CPC 46 e IFRS 13 para mensuração a valor justo, e NBC TT 24 quando o laudo tem efeito societário ou judicial.
- Entregável
- Laudo de valuation com faixa de valor por método, memorando de cálculo e modelo aberto em planilha.
Valuation, laudos e modelagem
Fluxo de caixa descontado e WACC
No fluxo de caixa descontado, o valor se decide em três premissas: projeção, taxa de desconto e perpetuidade.
O fluxo de caixa descontado projeta a geração de caixa do negócio, calcula o valor terminal e traz tudo a valor presente pelo custo médio ponderado de capital. É o método mais exigente em premissas e o mais adequado a negócios maduros, com fluxo previsível e histórico que sustente a projeção. Em avaliação de ativo, é também o cálculo por trás do valor em uso.
A particularidade está na taxa. A taxa livre de risco que ancora o custo do capital próprio acompanha o juro corrente, e um desvio pequeno no custo de capital move o valor de forma desproporcional. O erro caro é manter taxa de desconto defasada enquanto a projeção segue otimista: o descompasso não some, ele aparece de uma vez. Perpetuidade que faz o trabalho todo é o segundo sinal de alerta.
A MERC constrói o custo de capital com parâmetros verificáveis e deixa a fonte de cada componente documentada. Ancoramos a projeção no orçamento aprovado e no histórico recente, testamos o crescimento na perpetuidade contra o crescimento de longo prazo da economia e rodamos sensibilidade sobre taxa de desconto e crescimento. O cliente recebe a trilha inteira, não apenas o resultado da célula final.
O que examinamos
- Construção do custo de capital com parâmetros verificáveis
- Aderência da projeção ao orçamento aprovado pela governança
- Acurácia histórica de projeções anteriores da administração
- Crescimento na perpetuidade testado contra o longo prazo
- Sensibilidade do valor a variações de taxa e crescimento
- Ponte do valor da firma para o valor do acionista
- Norma aplicável
- Metodologia de fluxo de caixa descontado sob CPC 46 e IFRS 13; a NBC TA 540 trata taxa de desconto e projeções como estimativa de risco significativo.
- Entregável
- Modelo aberto em planilha com memorando de cálculo do custo de capital, cenários e análise de sensibilidade.
Valuation, laudos e modelagem
Múltiplos de mercado e de transação
Múltiplo de mercado mede o presente de uma listada; múltiplo de transação carrega prêmio de controle e sinergia do deal.
Múltiplos são referências rápidas que ancoram a negociação. Os de mercado vêm de empresas listadas e refletem como o mercado precifica hoje uma participação sem controle. Os de transação vêm de operações reais concluídas em janela recente e incorporam o prêmio de controle, as sinergias esperadas pelo comprador e a dinâmica do mercado da época. Os dois entram no mesmo trabalho, com leituras diferentes.
Confundir os dois é o erro mais comum, e ele sempre aparece na negociação. Vendedor que compara sua empresa fechada a uma listada ignora desconto de liquidez e de porte. Comprador que aplica múltiplo de transação de janela aquecida a uma janela fria compra um número que o mercado não pratica mais. A seleção de comparáveis é o ponto crítico: setor, porte, alavancagem, geografia e, sobretudo, data.
A MERC trata a escolha de comparáveis como parte auditável do trabalho. Documentamos o universo inicial, o critério de corte e cada empresa ou operação descartada, com o motivo. Ajustamos por diferença de estrutura de capital e por timing da amostra, e aplicamos o múltiplo sobre uma base de resultado já normalizada, porque múltiplo correto sobre resultado inflado devolve preço errado com aparência de precisão.
O que examinamos
- Universo de comparáveis com critério de inclusão e exclusão
- Separação clara entre amostra de listadas e de transações
- Ajuste por porte, alavancagem, geografia e data da amostra
- Base de resultado normalizada antes de aplicar o múltiplo
- Leitura do prêmio de controle embutido na amostra de deals
- Confronto do resultado por múltiplo com o fluxo descontado
- Norma aplicável
- Metodologia de comparáveis de mercado e de transações precedentes, com hierarquia de dados observáveis sob CPC 46 e IFRS 13.
- Entregável
- Memorando de múltiplos com a lista de comparáveis, os critérios de seleção, os ajustes aplicados e a faixa resultante.
Valuation, laudos e modelagem
EBITDA ajustado e normalizações
EBITDA ajustado é o resultado que se sustenta. Cada normalização aceita ou recusada move o preço de forma alavancada.
A análise de qualidade do resultado separa o lucro contábil apresentado do lucro recorrente e sustentável. Ela serve ao comprador que precifica um alvo e ao vendedor que quer chegar à mesa com o número já testado. Não é auditoria: a auditoria verifica se as demonstrações seguem a norma; a normalização investiga a natureza do resultado e a sua capacidade de se repetir.
A fronteira entre ajuste aceito e ajuste recusado é o assunto inteiro. Costumam passar itens não recorrentes comprovados por documento, despesas de sócio sem relação com a operação e efeitos de evento único datado. Não passam corte de investimento vendido como ganho de eficiência, postergação de despesa, receita de baixa qualidade e mudança de critério de ajuste entre períodos. Como o preço é um múltiplo do resultado, cada unidade normalizada a menos derruba valor de forma alavancada.
A MERC reconcilia o EBITDA reportado com o caixa efetivamente gerado e trabalha com definição única e estável da métrica, aplicada a todos os períodos comparados. Junto disso vêm o capital de giro normalizado, a dívida efetiva incluindo itens equiparáveis a dívida e as contingências não provisionadas. Como a mesma casa faz auditoria, cada ajuste sai com a evidência que sustenta a discussão de preço.
O que examinamos
- Ponte do EBITDA reportado ao EBITDA ajustado, item a item
- Evidência documental de cada item tratado como não recorrente
- Definição única da métrica aplicada a todos os períodos
- Reconciliação do resultado ajustado com o caixa gerado
- Capital de giro normalizado e sazonalidade do ciclo
- Dívida efetiva e itens equiparáveis a dívida identificados
- Concentração de clientes e fornecedores no resultado
- Norma aplicável
- EBITDA ajustado não tem definição normativa: exige critério estável, documentado e reconciliado com as demonstrações financeiras auditadas.
- Entregável
- Relatório de quality of earnings com a ponte do resultado reportado ao normalizado e o impacto de cada ajuste no preço.
Valuation, laudos e modelagem
Valuation de startup e de fintech
Startup e fintech não cabem no fluxo descontado puro: o método principal é comparativo, com o fluxo como checagem.
Negócio em crescimento acelerado costuma operar no vermelho por decisão, e fluxo negativo prolongado produz resultado frágil no desconto tradicional. Por isso a avaliação parte de comparáveis e de métricas próprias do modelo, com o fluxo de caixa descontado servindo de teste de sanidade e de mapa dos direcionadores de valor. Atende founder preparando captação ou venda e investidor avaliando alvo.
Três armadilhas se repetem. Volume transacionado não é receita: receita é a taxa aplicada sobre esse volume, e confundir os dois infla o valor em ordens de grandeza. Base de clientes não é homogênea: usuário sem produto pago tem valor presente próximo de zero, então a métrica relevante é a base ativa e engajada. E diluição futura muda o retorno do investidor atual, mesmo com a empresa entregando o plano.
A MERC parte das métricas que conseguem ser auditadas. Separamos receita recorrente de receita de projeto, conferimos a base ativa contra o faturamento, tratamos a licença regulatória como ativo e como custo de capital regulatório ao mesmo tempo, e ajustamos comparáveis pela janela de mercado em que foram formados. Quando o dado não se sustenta, ele sai do modelo em vez de virar premissa.
O que examinamos
- Separação entre receita recorrente e receita não recorrente
- Conciliação da base ativa com o faturamento contabilizado
- Volume transacionado convertido em receita pela taxa efetiva
- Concentração de clientes e churn por coorte de entrada
- Efeito do capital regulatório e das licenças sobre o valor
- Diluição projetada do quadro societário até a saída
- Norma aplicável
- Metodologia comparativa por estágio e modelo de negócio, com fluxo de caixa descontado como checagem de sanidade e sensibilidade por cenário.
- Entregável
- Relatório de valuation com faixa por método, métricas conciliadas com a contabilidade e modelo aberto em planilha.
Valuation, laudos e modelagem
Modelagem financeira
Modelo que não amarra os três demonstrativos perde credibilidade na primeira pergunta que o investidor faz.
Modelagem financeira é a construção do modelo que quantifica o plano da empresa: resultado, balanço e fluxo de caixa projetados sob as mesmas premissas. Serve à captação, à negociação de venda, ao planejamento e à validação de um alvo em due diligence. A qualidade não está no número final, e sim na capacidade de mostrar de onde cada número veio.
A integração é o que separa modelo sério de planilha decorativa. O lucro alimenta o patrimônio líquido, a variação de capital de giro alimenta o caixa operacional, o investimento em ativo fixo alimenta o imobilizado e o caixa fecha no balanço. Modelo dirigido por direcionador operacional permite testar consistência. Crescimento arbitrado de cima para baixo, margem que melhora sem explicação, capital de giro parado e tributos esquecidos são detectados em minutos por quem lê muitos modelos.
A MERC constrói o modelo a partir dos direcionadores da operação e documenta cada premissa com base de cálculo, justificativa e sensibilidade. Trabalhamos sempre com três cenários internamente coerentes, e não com um cenário multiplicado por um fator. O modelo é entregue aberto, sem célula travada e sem número digitado dentro de fórmula, para que qualquer leitor refaça o caminho inteiro.
O que examinamos
- Amarração aritmética entre resultado, balanço e fluxo de caixa
- Direcionadores operacionais isolados em aba própria de premissas
- Base de cálculo e justificativa documentadas por premissa
- Cenários base, otimista e pessimista internamente coerentes
- Capital de giro e investimento acompanhando o crescimento
- Carga tributária projetada e efeito no caixa
- Necessidade de caixa evidenciada mês a mês no horizonte
- Norma aplicável
- Metodologia de modelagem integrada com três demonstrativos, dirigida por direcionadores operacionais, com premissas documentadas e cenários obrigatórios.
- Entregável
- Modelo aberto em planilha com aba de premissas, cenários, painel de indicadores e memorando de construção.
Valuation, laudos e modelagem
Laudo de avaliação para OPA
Sob a Resolução CVM 215, a discussão saiu de quem assina o laudo e foi para qual referência de valor se sustenta.
A Resolução CVM 215 rege as ofertas públicas de aquisição desde 1º de julho de 2025 e reorganizou as modalidades: cancelamento de registro, aumento de participação, alienação de controle, voluntárias e concorrentes. Nas modalidades sujeitas a preço justo, a norma admite, em hipóteses definidas, métodos alternativos ao laudo, como preço de negociação relevante recente ou cotação em bolsa com liquidez elevada.
Ler isso como o fim do laudo é erro. As hipóteses de dispensa são qualificadas e exigem liquidez de fato elevada, janela de referência adequada e ausência de evento que distorça a formação de preço. Quem opta pela referência de mercado assume o ônus de demonstrar que ela é íntegra, e é exatamente essa demonstração que minoritário, ofertante concorrente e regulador vão atacar. O ônus técnico mudou de endereço, não desapareceu.
A MERC testa primeiro a elegibilidade do método alternativo e documenta esse teste. Quando o laudo é o caminho, ele sai com premissas rastreáveis e aderentes ao plano de negócios divulgado, taxa de desconto construída com parâmetros verificáveis, intervalo de valor que dialoga com a cotação e fronteira explícita entre valor isolado da companhia e valor com sinergias do ofertante. Honorário contingente ao sucesso da oferta compromete a independência e não é praticado.
O que examinamos
- Teste documentado de elegibilidade do método alternativo
- Verificação de liquidez e de eventos que distorcem o preço
- Declaração e evidência de independência do avaliador
- Projeções aderentes ao plano de negócios divulgado
- Intervalo de valor confrontado com a cotação de referência
- Fronteira explícita entre valor isolado e sinergias do ofertante
- Protocolo de atualização da data-base até o leilão
- Norma aplicável
- Resolução CVM 215, em vigor desde 1º de julho de 2025, para as modalidades sujeitas a preço justo e para as hipóteses de método alternativo.
- Entregável
- Laudo de avaliação com intervalo de valor por metodologia, memorando de cálculo e trilha documental de cada premissa.
Valuation, laudos e modelagem
Laudo de avaliação do patrimônio líquido
Laudo de patrimônio líquido contábil serve ao ato societário: mede registro em data-base, não estima geração futura de caixa.
É a avaliação do patrimônio líquido contábil de uma sociedade em uma data-base definida, usada em atos societários e no registro de investimentos em coligadas, controladas e empreendimentos controlados em conjunto. Não se confunde com valuation econômico: um mede o que está registrado sob as normas contábeis, o outro estima valor a partir da geração futura de caixa. A finalidade do ato define qual dos dois se aplica.
O julgamento começa antes do cálculo, na classificação da participação. Controle leva à consolidação; influência significativa leva à equivalência patrimonial, presumida a partir de vinte por cento do capital votante mas com presunção que admite prova em contrário nos dois sentidos. Depois vêm os erros de mecânica: data-base da investida defasada, políticas contábeis não alinhadas, dividendo tratado como receita em vez de redução do investimento e lucro não realizado entre as partes sem eliminação.
A MERC levanta todas as participações e testa cada uma pela substância, examinando acordo de acionistas, composição do conselho e histórico real de decisões. Verificamos a consistência de data-base e de políticas, a eliminação de resultados não realizados, a amortização da mais-valia e do ágio embutidos no investimento e a recuperabilidade do saldo. Quando os números da investida não são auditados, isso é tratado como limitação a resolver, não como detalhe.
O que examinamos
- Classificação da participação pela substância da relação
- Consistência de data-base entre investida e investidor
- Alinhamento das políticas contábeis das duas entidades
- Eliminação de resultados não realizados entre as partes
- Tratamento dos dividendos como redução do investimento
- Mais-valia e ágio embutidos no valor do investimento
- Indícios de perda e recuperabilidade do saldo registrado
- Norma aplicável
- CPC 18 e IAS 28 para equivalência patrimonial, CPC 36 para consolidação, e NBC TA 540 por se tratar de estimativa de risco relevante.
- Entregável
- Laudo do patrimônio líquido contábil na data-base, com memorando de cálculo e conciliação com as demonstrações da investida.
Valuation, laudos e modelagem
Alocação do preço de compra e PPA
Na alocação do preço de compra, o ágio é o resíduo da conta. Ágio inchado sinaliza intangível não reconhecido.
Fechada a aquisição de controle, o preço pago não entra no balanço como número único. Ele é distribuído entre os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos, cada um mensurado a valor justo na data da aquisição, e o que sobra vira ágio. É a conta que define como o negócio vai aparecer nas demonstrações pelos anos seguintes, em amortização e em teste de recuperabilidade.
O que surpreende quem não conhece a norma é que intangíveis nunca registrados pela empresa comprada precisam ser reconhecidos se forem identificáveis: marca construída internamente, carteira de clientes, tecnologia proprietária, acordo de não concorrência. O segundo ponto é o pagamento contingente, que entra a valor justo já na data da aquisição e não como ajuste futuro de preço. O terceiro é o período de mensuração de até doze meses, janela para refinar avaliação complexa, não para acomodar decisão posterior.
A MERC reconstrói a alocação a partir dos contratos e da lógica econômica da aquisição, não do que é mais cômodo lançar. Mensuramos cada intangível com premissa sustentada e vida útil ancorada em histórico, medimos o earn-out por probabilidade de atingimento das metas descontada a valor presente e verificamos se a conta conta a mesma história que a tese de aquisição contou aos investidores.
O que examinamos
- Identificação do adquirente contábil na estrutura da operação
- Contraprestação transferida incluindo o earn-out a valor justo
- Inventário de intangíveis identificáveis por origem contratual
- Mensuração de cada intangível com vida útil sustentada
- Passivos assumidos não registrados pela empresa adquirida
- Ágio apurado como resíduo e alocado às unidades de caixa
- Controle do período de mensuração de até doze meses
- Norma aplicável
- CPC 15 (R2) e IFRS 3, método de aquisição, com mensuração a valor justo na data da aquisição sob CPC 46 e IFRS 13.
- Entregável
- Laudo de alocação do preço de compra com mensuração por ativo, memorando de cálculo e lançamentos contábeis propostos.
Valuation, laudos e modelagem
Teste de impairment do ágio
Ágio se testa todo ano, com ou sem indício de perda. Juro alto encolhe a folga antes de a operação piorar.
O ágio por expectativa de rentabilidade futura e os intangíveis de vida útil indefinida não são amortizados, então a norma exige teste anual de recuperabilidade, independentemente de haver sinal de deterioração. O teste compara o valor contábil da unidade geradora de caixa com o seu valor recuperável, definido como o maior entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso.
A definição da unidade geradora de caixa é o julgamento de partida e condiciona todo o resto: unidade ampla demais esconde a deterioração de um negócio dentro de outro que vai bem, unidade estreita demais dispara perda que a leitura correta das sinergias não sustentaria. Depois vem o mecanismo do juro: taxa de desconto maior reduz o valor em uso sem qualquer piora operacional. Reconhecida, a perda reduz primeiro o ágio, e perda em ágio não se reverte.
A MERC estrutura o teste para resistir a auditor, regulador e comitê de auditoria. Definimos e documentamos as unidades, ancoramos as projeções no orçamento aprovado e no histórico de acurácia da administração, calibramos a taxa ao custo de capital corrente e montamos a análise de sensibilidade que mostra quanto de folga existe. Antecipar o resultado do teste evita a surpresa de uma perda material descoberta no fechamento.
O que examinamos
- Definição e documentação das unidades geradoras de caixa
- Alocação do ágio às unidades que capturam as sinergias
- Projeções confrontadas com orçamento aprovado e histórico
- Acurácia de projeções passadas da mesma administração
- Taxa de desconto coerente com o custo de capital corrente
- Crescimento na perpetuidade comparado ao setor e à economia
- Sensibilidade e margem de cobertura de cada unidade
- Norma aplicável
- CPC 01 (R1) e IAS 36 para recuperabilidade de ativos, com o teste tratado como estimativa de risco significativo sob NBC TA 540 (R1).
- Entregável
- Relatório do teste por unidade geradora de caixa, com memorando de cálculo, análise de sensibilidade e minuta das divulgações.
Valuation, laudos e modelagem
Fairness opinion
Fairness opinion é opinião sobre a equidade das condições financeiras da operação. Não é laudo de preço nem recomendação de investimento.
A fairness opinion apoia quem precisa decidir e prestar contas da decisão: conselho de administração da companhia alvo, comitê independente e acionista diante de uma oferta. Ela se manifesta sobre as condições financeiras propostas, considerando alternativas disponíveis e ofertas concorrentes, e não sobre conveniência estratégica. Em oferta concorrente, a comparabilidade entre propostas costuma ser o fiel da balança.
A diferença em relação ao laudo de avaliação é de objeto. O laudo apura valor e entrega um intervalo; a fairness opinion toma a operação como ela está posta e opina sobre a equidade das suas condições para a parte destinatária. As duas peças se apoiam em análise de valor, mas respondem a perguntas distintas. Conselho que apenas reproduz a argumentação do ofertante ou do controlador não cumpre o dever fiduciário e assume risco pessoal.
A MERC constrói análise própria em vez de revisar a narrativa alheia: avaliação independente da companhia, análise de prêmios praticados, leitura crítica de laudo apresentado por terceiro e comparação estruturada entre ofertas. A independência é condição do trabalho, e honorário contingente ao resultado da operação contamina a peça. O conselho recebe a carta e o memorando que a sustenta, prontos para compor a manifestação fundamentada.
O que examinamos
- Análise independente de valor da companhia objeto
- Comparação estruturada entre ofertas em disputa
- Análise de prêmios praticados em operações semelhantes
- Leitura crítica de laudo apresentado por terceiro
- Verificação de independência e de ausência de honorário contingente
- Condições contratuais que afetam a probabilidade de conclusão
- Norma aplicável
- Dever fiduciário do conselho de emitir manifestação fundamentada sobre a oferta, no regime de OPA da Resolução CVM 215.
- Entregável
- Carta de fairness opinion endereçada ao conselho ou ao comitê independente, com o memorando de análise que a sustenta.
Valuation, laudos e modelagem
Avaliação de intangíveis e marca
Marca, carteira de clientes e tecnologia têm valor econômico mesmo sem nunca terem entrado no balanço da empresa.
A avaliação de intangíveis mensura ativos que explicam o preço de uma aquisição, sustentam uma reorganização societária ou precisam ser reconhecidos separadamente do ágio em uma combinação de negócios. Entram carteira de clientes, marca, tecnologia proprietária, contratos e acordos de não concorrência. São identificáveis quando podem ser separados e negociados ou quando decorrem de direito contratual, ainda que a empresa avaliada nunca os tenha registrado.
Cada classe tem método próprio, e usar o método errado produz número indefensável. Carteira de clientes se mede pelo fluxo de benefícios da base existente, descontado, com taxa de atrito sustentada no histórico de rotatividade. Marca se mede por royalty presumido sobre a receita atribuível ou por economia de custo. Tecnologia se mede pelo benefício econômico ao longo da vida útil estimada. Acordo de não concorrência se mede pela diferença entre o cenário com e sem o acordo.
A MERC mensura cada ativo com premissa rastreável e sinaliza o que não se sustenta: vida útil longa demais sem histórico de retenção, taxa de royalty destoante do praticado no setor, tecnologia sem plano de reinvestimento e valor atribuído a cláusula sem prazo ou alcance definido em contrato. O resultado é um laudo que o auditor consegue testar e que o balanço combinado consegue explicar.
O que examinamos
- Inventário de intangíveis identificáveis por contrato ou separabilidade
- Método de mensuração escolhido e justificado por classe de ativo
- Taxa de atrito da carteira ancorada no histórico de rotatividade
- Royalty presumido confrontado com contratos do setor
- Vida útil estimada com plano de obsolescência e reinvestimento
- Efeito da amortização projetada nos resultados seguintes
- Norma aplicável
- CPC 15 (R2) e IFRS 3 para a identificação na combinação de negócios, e CPC 46 e IFRS 13 para a mensuração a valor justo.
- Entregável
- Laudo de avaliação por ativo intangível, com memorando de cálculo, vida útil sustentada e cronograma de amortização.
Valuation, laudos e modelagem
Valuation em disputa societária
Em disputa, o laudo precisa resistir à contestação da outra parte e do juízo, não convencer um comprador.
Valuation em disputa societária atende sócio que se retira, apuração de haveres, dissolução parcial, conflito entre blocos de controle e discussão sobre preço em exercício de direito de saída. O destinatário não é um comprador a ser convencido: é uma parte adversa, um árbitro ou um juízo, e a peça será atacada premissa por premissa por quem tem interesse oposto.
Isso muda a construção. Antes do método vem o critério: contrato social, acordo de sócios ou decisão judicial costumam definir base de cálculo e data-base, e essa definição prevalece sobre qualquer preferência metodológica do avaliador. Depois, o que comprime valor em disputa é o mesmo que comprime valor em venda, só que sob escrutínio maior: qualidade do lucro, conversão de resultado em caixa, capital de giro real, passivo não provisionado e dependência de pessoa-chave.
A MERC trabalha com rastreabilidade total: cada premissa com fonte identificada, cada ajuste com documento de suporte, cada número do laudo reconstruível a partir da contabilidade. Como o grupo reúne auditoria e avaliação, a base contábil é testada antes de virar premissa. O trabalho inclui resposta a quesitos e crítica técnica ao laudo apresentado pela parte contrária.
O que examinamos
- Critério de avaliação definido em contrato social ou acordo
- Data-base fixada pelo instrumento ou pela decisão aplicável
- Fonte identificada e documento de suporte por premissa
- Qualidade do lucro e conversão do resultado em caixa
- Passivos não provisionados e contingências mapeadas
- Crítica técnica ao laudo apresentado pela parte contrária
- Respostas a quesitos formulados pelas partes e pelo juízo
- Norma aplicável
- Critério de avaliação previsto no contrato social ou no acordo de sócios, com metodologia documentada e rastreável e memorando por quesito.
- Entregável
- Laudo com trilha completa de premissas, memorando de cálculo, crítica ao laudo adverso e respostas a quesitos.
Valuation, laudos e modelagem
Valuation para entrada de sócio
Na entrada de sócio, o valuation define diluição e governança. O investidor precifica o risco da informação, não só o crescimento.
É a avaliação que sustenta a negociação de um aporte: quanto vale a empresa antes do dinheiro entrar, quanto passa a valer depois e qual participação o novo sócio recebe. Interessa ao empresário que quer capital para crescer sem perder o controle da mesa e ao investidor que precisa de uma base defensável para o percentual que vai receber.
A particularidade deste trabalho é que o número nunca vem sozinho: ele entra em um pacote com diluição, preferência de liquidação, direitos de voto e regras de saída, e uma cláusula pode valer mais que pontos de percentual no preço. E o desconto que o investidor aplica não vem do crescimento, vem da confiança na informação. Governança fraca aparece como valuation menor, exigência de garantia, estrutura mais conservadora e menos liquidez imediata para os sócios atuais.
A MERC prepara o lado da empresa antes de a negociação abrir: qualidade do lucro, conversão de resultado em caixa, capital de giro estruturado, demonstrações consistentes entre si, controles internos e contingências mapeadas. Feito isso, calculamos o valor antes e depois do aporte e mostramos o efeito de cada estrutura proposta sobre a participação dos sócios atuais, cenário a cenário.
O que examinamos
- Cálculo do valor antes e depois do aporte pretendido
- Efeito de cada estrutura proposta sobre a participação atual
- Qualidade do lucro e recorrência das receitas apresentadas
- Consistência entre resultado, balanço e fluxo de caixa
- Contingências fiscais, trabalhistas e cíveis mapeadas
- Dependência de pessoas-chave e risco de execução
- Necessidade de capital de giro no plano financiado
- Norma aplicável
- Metodologia de valuation com cálculo antes e depois do aporte, documentada; o acordo de sócios define diluição, direitos e regras de saída.
- Entregável
- Relatório de valuation com cálculo antes e depois do aporte, modelo aberto em planilha e nota sobre o efeito na participação.
Captação e estrutura de capital
Captação de recursos
Empresa não deixa de captar por falta de crescimento. Deixa por falta de confiança no número que sustenta esse crescimento.
Captação de recursos é a estruturação e a condução do processo de levantar capital, por participação societária ou por dívida, para financiar expansão, aquisição, recomposição da estrutura de capital ou capital de giro. O trabalho começa antes do contato com investidor: define quanto captar, em qual instrumento, com qual efeito sobre controle, custo e garantias.
O primeiro filtro do investidor não é crescimento, é confiabilidade da informação financeira. Divergência entre relatórios, ajuste frequente de critério e ausência de documentação de suporte são lidos como risco, e risco vira preço. O custo da governança fraca raramente aparece no resultado: aparece como valuation reduzido, custo de capital maior, exigência de garantia, estrutura mais conservadora, negociação que se arrasta ou captação que não sai.
A MERC não é uma boutique de M&A. É uma firma full service, e em captação isso é decisivo: a mesma casa que monta o material e negocia com o investidor faz auditoria, tributário e controles internos, então as lacunas são tratadas antes que a diligência do investidor as exponha. Entregamos um diagnóstico de prontidão com plano de correção, e só depois o processo vai a mercado.
O que examinamos
- Diagnóstico de prontidão da informação financeira
- Definição do volume, do instrumento e do uso dos recursos
- Consistência entre demonstrações, relatórios e notas explicativas
- Qualidade do lucro e capacidade de conversão em caixa
- Estrutura de capital, custo da dívida e garantias disponíveis
- Riscos e contingências mapeados e documentados
- Preparação da empresa para a diligência do investidor
- Norma aplicável
- Informação financeira preparada sob as normas contábeis aplicáveis, CPC e IFRS, com ambiente de controles internos avaliado à luz do COSO.
- Entregável
- Relatório de prontidão com as lacunas a tratar, material de captação e modelo financeiro aberto em planilha.
Captação e estrutura de capital
Rodada de equity e entrada de investidor
Rodada de equity se decide no modelo: direcionadores, cenários e premissas documentadas que o investidor consegue reconstruir.
Rodada de equity é a captação por emissão de participação societária. Diferente de dívida, não tem vencimento nem exige garantia, mas custa participação e governança, e é irreversível: o sócio que entra permanece. Atende empresa em crescimento que precisa financiar expansão cujo retorno não cabe no prazo e no custo de uma operação de crédito.
O investidor de equity não compra o número final, compra o plano que leva até ele. Por isso o cenário base precisa ser aquilo que os sócios se comprometem a entregar, com o otimista mostrando potencial e o pessimista mostrando queda controlada. Dois pontos derrubam rodada: premissa sem base de cálculo, respondida com impressão pessoal, e necessidade de caixa não evidenciada, quando o plano queima por mais tempo do que o caixa disponível sustenta.
A MERC constrói o modelo dirigido por direcionadores da operação, documenta cada premissa com base de cálculo e justificativa e evidencia a necessidade de caixa mês a mês até a próxima rodada. Trabalhamos o cálculo de diluição em cada estrutura proposta e preparamos a empresa para a diligência, com a base contábil testada antes de ser apresentada.
O que examinamos
- Modelo dirigido por direcionadores, com três cenários coerentes
- Base de cálculo e justificativa documentadas por premissa
- Necessidade de caixa evidenciada até a próxima rodada
- Cálculo de diluição em cada estrutura de aporte proposta
- Separação entre receita recorrente e receita de projeto
- Preparação da base contábil para a diligência do investidor
- Norma aplicável
- Metodologia de modelagem integrada com cenários obrigatórios; acordo de investimento e acordo de sócios definem diluição, direitos e governança.
- Entregável
- Modelo aberto em planilha com cenários, cálculo de diluição, memorando de premissas e material de apresentação ao investidor.
Captação e estrutura de capital
Debt advisory e dívida estruturada
Dívida não dilui participação, mas impõe vencimento, garantia e cláusula contratual medida por métrica contábil.
Debt advisory estrutura e negocia captação por dívida: prazo, custo, garantias, carência e cláusulas contratuais. Serve à empresa que prefere alongar prazo e baratear custo sem abrir capital social. A escolha entre dívida e participação societária não é só de preço: é de controle, de risco de execução e de capacidade de honrar compromisso em cenário adverso.
A particularidade que costuma ser subestimada está nas cláusulas medidas por indicador contábil. Covenant de alavancagem ou de cobertura exige definição estável da métrica e reconciliação com as demonstrações, sob pena de discussão com o credor no pior momento. E alterar termos de um instrumento dispara uma pergunta de reconhecimento: a mudança é modificação ou substituição do contrato. A resposta muda resultado, despesa financeira futura e indicadores que o próprio covenant mede.
A MERC estrutura a operação com o modelo de capacidade de pagamento aberto, testado nos cenários que o credor vai perguntar. Definimos as métricas contratuais com critério único e reconciliado com a contabilidade, e avaliamos de antemão o tratamento contábil da estrutura proposta, para que a operação não crie um efeito no resultado que ninguém previu na mesa de negociação.
O que examinamos
- Modelo de capacidade de pagamento em cenários de estresse
- Definição estável de cada métrica usada em covenant
- Reconciliação dos indicadores contratuais com as demonstrações
- Mapa de garantias disponíveis e de ônus já constituídos
- Perfil de amortização confrontado com o ciclo de caixa
- Tratamento contábil da estrutura proposta avaliado antes
- Norma aplicável
- CPC 48 e IFRS 9 para reconhecimento e mensuração dos instrumentos, incluindo a distinção entre modificação e baixa quando os termos mudam.
- Entregável
- Memorando de estrutura de dívida, modelo de capacidade de pagamento aberto e reconciliação das métricas contratuais.
Captação e estrutura de capital
Estruturação de FIDC e securitização
FIDC só se sustenta se a cessão, o lastro da carteira e a perda esperada resistirem ao exame do investidor institucional.
Estruturar um fundo de direitos creditórios ou uma operação de securitização é desenhar a cessão, as classes de cotas, os critérios de elegibilidade, a subordinação e a política de investimento. Interessa ao originador que quer antecipar recebíveis, ao gestor que monta a estrutura e ao investidor que compra a cota sênior e precisa entender o que sustenta o risco que está comprando.
Duas decisões definem a operação. A primeira é a transferência substancial de riscos e benefícios: coobrigação, recompra obrigatória, garantia de cobertura inicial ou subordinação relevante podem manter o ativo no balanço do cedente, com consequência direta para os seus indicadores. A segunda é a perda esperada da carteira, altamente sensível a pré-pagamento, curva de inadimplência por safra e recuperação de garantia. Modelo calibrado em janela antiga descola do comportamento real e a correção aparece de uma vez.
A MERC trabalha a estrutura e a evidência juntas. Analisamos a política de cessão com critério explícito de transferência de risco, revisamos a construção da curva de perda por safra e documentamos as premissas, e tratamos o originador não regulado como parte do ambiente de controle da operação. Como o grupo audita fundos do mercado financeiro, a estrutura é desenhada já pensando no que precisará ser provado.
O que examinamos
- Política de cessão com critério explícito de transferência de risco
- Teste de retenção de riscos e benefícios pelo cedente
- Critérios de elegibilidade e lastro documental dos direitos
- Curva de perda esperada por safra, com premissas documentadas
- Estrutura de classes, subordinação e eventos de avaliação
- Avaliação do originador como parte do ambiente de controle
- Conciliação contínua entre carteira física e registro contábil
- Norma aplicável
- Resolução CVM 175 e o anexo aplicável a fundos de direitos creditórios, com CPC 48 e IFRS 9 para cessão e perda esperada e NBC TA 540 para a estimativa.
- Entregável
- Memorando de estruturação, análise da transferência de riscos e benefícios e relatório de revisão da curva de perda esperada.
Captação e estrutura de capital
Follow-on e oferta subsequente
No follow-on, a oferta não cria informação: ela organiza, atualiza e assume responsabilidade pela que já foi arquivada.
Follow-on é a oferta de uma companhia já listada, que capta para investimento, desalavancagem ou recomposição da estrutura de capital. A diferença em relação ao IPO é informacional: o emissor já tem histórico público de resultados auditados, cobertura de mercado e preço de bolsa que ancora a avaliação, então o risco de avaliação cai e com ele o desconto exigido pelo investidor.
Essa assimetria aparece na regulação. Emissor com registro ativo, informação periódica em dia e histórico de negociação acessa ritos de registro mais céleres, e o prospecto trabalha por incorporação de documentos já arquivados. A consequência prática é dura: a celeridade pressupõe demonstrações auditadas, informação intermediária revisada e formulários atualizados antes de a janela abrir. O preço se negocia no dia da precificação; a viabilidade se constrói nos fechamentos dos trimestres anteriores.
A MERC atua na camada que decide se a janela é aproveitada. Avaliamos a prontidão do fechamento, conciliações, composição de saldos e memória de cálculo das estimativas sensíveis, e reconciliamos as métricas não contábeis divulgadas nos comunicados com a contabilidade, sob definição única. A frente de auditoria conduz a revisão da informação intermediária e a carta de conforto aos coordenadores, no calendário real da operação.
O que examinamos
- Diagnóstico de prontidão do fechamento contábil
- Memória de cálculo das estimativas sensíveis atualizada
- Reconciliação das métricas não contábeis divulgadas
- Definição única e estável de cada indicador do prospecto
- Amarração dos números do prospecto à contabilidade de origem
- Governança de eventos subsequentes até a precificação
- Norma aplicável
- Resolução CVM 160 para o rito da oferta, com revisão limitada das informações intermediárias e carta de conforto aos coordenadores.
- Entregável
- Relatório de prontidão com lacunas e plano de correção, reconciliação de indicadores e apoio ao pacote de informação da oferta.
Captação e estrutura de capital
IPO e abertura de capital
Na fila do IPO, o gargalo não é apetite do investidor: é prontidão contábil e de governança, construída com antecedência.
Abrir capital exige demonstrações em normas internacionais, auditadas, com exercícios comparativos, mais as instâncias de governança do segmento de listagem pretendido: comitê de auditoria, auditoria interna e funções de compliance, controles internos e riscos, sem acúmulo com atividade operacional. O comitê de auditoria pede no mínimo três membros, ao menos um conselheiro independente e ao menos um com experiência reconhecida em contabilidade.
A diferença em relação ao follow-on é que a estreante constrói do zero o histórico que a listada já tem público. Por isso a preparação se conta de doze a vinte e quatro meses, conforme o ponto de partida, com a conversão contábil e a auditoria recorrente na frente: são elas que revelam ajustes em exercícios anteriores. Governança instalada só no organograma é identificada rápido pelo investidor sofisticado e descontada no preço, quando não derruba a operação.
A MERC não é uma boutique de M&A. É uma firma full service, e em IPO isso encurta caminho: a frente de auditoria conduz a auditoria recorrente, a conversão contábil e a carta de conforto aos coordenadores, enquanto a MERC Capital estrutura a prontidão de governança e o dimensionamento da oferta. A sequência que defendemos é estabilizar a base contábil primeiro, erguer governança depois, mirar a janela por último.
O que examinamos
- Diagnóstico de prontidão contábil e de governança
- Plano de conversão para as normas internacionais de contabilidade
- Levantamento de ajustes em exercícios anteriores
- Desenho do comitê de auditoria e da auditoria interna
- Formalização de controles internos com trilha de evidência
- Consistência entre métricas operacionais e contabilidade
- Cronograma de preparação com etapas e responsáveis
- Norma aplicável
- Demonstrações em IFRS auditadas com exercícios comparativos e as exigências de governança do segmento de listagem pretendido na B3.
- Entregável
- Diagnóstico de readiness com plano por etapa, responsáveis e prazos, e apoio ao pacote de informação financeira da oferta.
Captação e estrutura de capital
Acesso ao mercado por empresa média
O regime simplificado da CVM encurta o caminho jurídico. Não encurta o tempo de deixar a contabilidade auditável.
O novo regime simplificado da CVM cria uma via intermediária de acesso ao mercado de capitais para companhias de menor porte, com receita bruta anual consolidada inferior a R$ 500 milhões, preenchendo o espaço entre o financiamento coletivo e o mercado tradicional. Substitui formulário de referência e prospecto por um formulário próprio anual, troca a informação trimestral por informe semestral e amplia prazos de entrega.
A simplificação recai sobre a forma, não sobre a asseguração. As demonstrações financeiras auditadas por auditor independente foram preservadas como condição de entrada, e o histórico exigido para listar é enxuto, em regra um exercício. Aí está a inversão que muitas companhias descobrem tarde: com menos pontos de exigência, cada ponto pesa mais, e a qualidade desse único exercício auditado precisa ser inatacável. Menos exigências não significa exigência menor.
A MERC começa pelo diagnóstico contábil de readiness: mapeia a distância entre a contabilidade atual e a contabilidade auditável, apontando lacunas em políticas contábeis, reconhecimento de receita, provisões, partes relacionadas e controles sobre o fechamento. Esse diagnóstico vira plano de adequação com etapas, prazos e responsáveis. Depois entram a adequação, a auditoria independente e o dimensionamento da oferta, sem misturar os papéis.
O que examinamos
- Distância entre a contabilidade atual e a auditável mapeada
- Uniformização das políticas contábeis entre exercícios
- Critério de reconhecimento de receita revisado por contrato
- Provisões e transações com partes relacionadas documentadas
- Controles formais sobre o processo de fechamento contábil
- Capacidade de produzir informação recorrente a cada ciclo
- Plano de adequação com etapas, prazos e responsáveis
- Norma aplicável
- Regime simplificado da CVM para companhias de menor porte, que preserva as demonstrações financeiras auditadas por auditor independente como condição de entrada.
- Entregável
- Diagnóstico contábil de readiness, plano de adequação por etapas e demonstrações em condição de auditoria com opinião limpa.
Captação e estrutura de capital
Private equity e venture capital
Em fundo de participação, a cota do investidor vale exatamente o que o laudo de avaliação da investida conseguir sustentar.
O trabalho atende gestor de fundo de participação que precisa avaliar as investidas, cotista qualificado que avalia o que está comprando e empresa que recebe aporte de fundo e precisa entender a régua pela qual será acompanhada. A avaliação das companhias investidas costuma se apoiar em fluxo de caixa descontado ou em múltiplos comparáveis, revistos em periodicidade definida no regulamento.
A particularidade está no efeito direto do laudo sobre a cota. Quando o fundo é entidade de investimento, a mensuração é a valor justo pelo resultado, então cada premissa do laudo vira patrimônio do cotista. O erro mais comum é laudo desatualizado: rodada de investimento, perda de cliente relevante ou mudança de mercado são eventos que antecipam reavaliação e não esperam o calendário. A governança da investida entra no exame, assim como a segregação entre administrador, gestor e custodiante.
A MERC constrói e também critica laudos. Avaliamos as investidas com premissas rastreáveis e comparáveis documentados, revisamos laudos elaborados por terceiros questionando taxa de desconto, crescimento, margem e seleção de comparáveis, e verificamos se eventos subsequentes exigem reavaliação extemporânea. Como o grupo audita fundos do mercado financeiro, a avaliação já nasce no formato que o auditor do fundo precisa testar.
O que examinamos
- Metodologia de avaliação por investida, escolhida e justificada
- Premissas de taxa de desconto, crescimento e margem rastreáveis
- Comparáveis documentados, com critério de seleção explícito
- Periodicidade de reavaliação aderente ao regulamento do fundo
- Eventos subsequentes que exigem reavaliação extemporânea
- Governança das investidas e qualidade da informação recebida
- Segregação entre administrador, gestor e custodiante
- Norma aplicável
- Resolução CVM 175 e o anexo aplicável a fundos de participação, com mensuração a valor justo quando o fundo é entidade de investimento e NBC TA 540 para a estimativa.
- Entregável
- Laudo de avaliação por investida com memorando de cálculo e modelo aberto, ou relatório de crítica técnica a laudo de terceiro.
Captação e estrutura de capital
Reperfilamento e renegociação de dívida
Alongar prazo e cortar juros não é evento neutro: pode ser modificação do passivo ou baixa, com resultados bem diferentes.
Reperfilamento é a renegociação de passivos financeiros já contratados: alongamento de prazo, redução de encargos, carência, deságio sobre o principal ou conversão de dívida em participação societária. Atende empresa que precisa recompor caixa fora de um novo funding e empresa em recuperação judicial, cujo plano se apoia em informação contábil que credores e juízo acompanham.
A norma pergunta, antes de tudo, se os termos novos são substancialmente diferentes dos antigos. O teste dos dez por cento compara o valor presente dos fluxos renegociados, descontados pela taxa efetiva original, com o valor contábil do passivo anterior. Acima do limite há baixa, com passivo novo a valor justo; abaixo há modificação, com ajuste imediato no resultado. Mudança qualitativa de moeda, indexador, garantia ou contraparte pode tornar a operação substancial mesmo sem o teste ser atingido.
A MERC recalcula o teste tranche por tranche, em vez de classificar o lote inteiro por conveniência, e trata os três pontos que costumam sair errados: o destino dos custos e taxas conforme o caminho escolhido, o valor justo dos instrumentos emitidos na conversão de dívida em capital e a data de corte do reconhecimento. Ganho contábil de deságio não é solvência, e a divulgação precisa deixar isso claro.
O que examinamos
- Teste quantitativo calculado tranche por tranche
- Análise qualitativa de moeda, indexador, garantia e contraparte
- Taxa efetiva original aplicada no recálculo do valor contábil
- Destino dos custos e taxas conforme modificação ou baixa
- Valor justo dos instrumentos emitidos na conversão em capital
- Data de corte do reconhecimento sustentada em documento
- Divulgação que separa efeito de renegociação de desempenho
- Norma aplicável
- CPC 48 e IFRS 9 para modificação, baixa e extinção de passivo financeiro com instrumentos de patrimônio, com avaliação de continuidade operacional em paralelo.
- Entregável
- Memorando técnico com o teste calculado por tranche, base do valor justo dos instrumentos emitidos e minuta das divulgações.
Captação e estrutura de capital
Carta de conforto na oferta
Sem carta de conforto, coordenador não fecha oferta. Ela amarra cada número do prospecto à contabilidade de origem.
A carta de conforto é o documento que o auditor independente emite aos coordenadores de uma oferta pública, descrevendo os procedimentos aplicados sobre a informação financeira do prospecto. Não chega ao investidor, mas sustenta a cadeia de responsabilidade: é por meio dela que os coordenadores exercem parte da sua diligência sobre os números do documento que estão distribuindo.
O escopo é acordado entre emissor, coordenadores, assessores jurídicos e auditor, e o que ela não cobre importa tanto quanto o que cobre. Ela não é auditoria de tudo o que está no prospecto, não opina sobre projeções e não substitui a diligência do coordenador. Cobre amarração de números às demonstrações de origem, procedimentos sobre tabelas e indicadores, dados não contábeis como EBITDA ajustado, eventos subsequentes e conforto negativo sobre o período posterior ao último reporte revisado.
Na MERC, a carta é emitida pela frente de auditoria, que é o auditor independente da companhia, com a independência que o trabalho exige. A MERC Capital atua do outro lado dessa preparação: organiza a informação financeira, garante que cada valor citado no prospecto tenha origem identificável na contabilidade e estrutura a governança de eventos subsequentes até a precificação, inclusive para a versão datada próxima ao preço.
O que examinamos
- Escopo acordado por escrito antes do início dos procedimentos
- Amarração de cada número do prospecto à contabilidade
- Procedimentos sobre tabelas, variações e comparações
- Tratamento documentado dos dados não contábeis divulgados
- Conforto negativo sobre o período posterior ao último reporte
- Governança de eventos subsequentes até a data da precificação
- Versão datada próxima ao preço, cobrindo o período mais recente
- Norma aplicável
- NBC TO 4400 para serviços relacionados no Brasil, com SAS 72 e ISA 920 como referências em ofertas internacionais, sob o marco da Lei 6.385/1976.
- Entregável
- Carta de conforto aos coordenadores, incluindo a versão datada próxima à precificação, com os papéis de trabalho que a sustentam.
Consultoria de negócio e performance
Consultoria empresarial
Consultoria empresarial resolve problema definido, com prazo e entregável, e não substitui gestão nem promete resultado de mercado.
Consultoria empresarial é aconselhamento técnico externo contratado para diagnosticar um problema, propor caminho e, quando o contrato prevê, apoiar a implementação. Cobre estratégia, finanças, operações, tributário, tecnologia e gestão de pessoas. Serve à empresa de médio e grande porte que roda com equipe enxuta e precisa executar projeto sofisticado sem criar estrutura fixa especializada só para isso.
O erro caro está no enunciado. Querer crescer é desejo, não é problema. Sem problema escrito com precisão, sem entregável listado em contrato e sem métrica definida antes do início, o projeto termina em relatório de gaveta. O segundo erro é contratar pela marca e receber equipe júnior: pergunte quem é o gerente, quem são os analistas e quanto tempo cada um dedica.
A MERC escreve o problema junto com o cliente antes da proposta, separa diagnóstico de implementação, fixa entregáveis por marco e define a métrica de sucesso na primeira semana. Como a mesma casa reúne auditoria, tributário e transações, o número que sustenta a recomendação é checado na origem. Uma boutique entrega a tese. A firma full service entrega a tese com a base contábil que a sustenta.
O que examinamos
- Enunciado do problema com linha de base mensurável
- Avaliação da capacidade interna antes de contratar fora
- Mapa de entregáveis por marco, com responsável nomeado
- Definição do indicador que mede o resultado do projeto
- Plano de implementação com patrocinador executivo designado
- Transferência de conhecimento e handover ao time interno
- Norma aplicável
- Metodologia de contratação por entregável: escopo fechado, pagamento vinculado a marco e métrica de sucesso definida antes do início.
- Entregável
- Diagnóstico escrito, plano de execução com responsáveis e prazos, e painel de acompanhamento da métrica acordada.
Consultoria de negócio e performance
Consultoria empresarial em São Paulo
São Paulo concentra matriz, capital e comprador, e por isso o projeto paulista cobra sócio presente do começo ao fim.
São Paulo reúne a maior parte das matrizes corporativas brasileiras e o centro do mercado de capitais do país. Faria Lima, Itaim, Vila Olímpia e Berrini concentram bancos, gestoras, fundos e fintechs. Para a empresa paulista de médio e grande porte, isso significa proximidade com comprador, investidor e banco, e também exigência maior de informação organizada em qualquer conversa.
O mercado local se divide em três perfis: firma global, firma mid-tier especializada e boutique. A diferença que mais pesa não é o logotipo, é quem executa. Em muitas estruturas o sócio aparece no pitch e some depois, deixando o projeto com gerente e equipe júnior. Em projeto crítico, como M&A, governança e sucessão, o acesso ao sócio decide a qualidade do que chega ao fim.
A MERC é firma mid-tier com sede em São Paulo e sócio responsável pelo projeto inteiro, com cadência de reunião definida em contrato. Na mesma casa ficam auditoria, tributário, consultoria e transações, o que encurta o caminho entre a recomendação e o número que a sustenta. Conflitos de interesse são declarados antes da proposta, e a independência do trabalho de auditoria é preservada.
O que examinamos
- Diagnóstico do estágio atual antes de desenhar estrutura nova
- Escopo, cronograma, equipe alocada e honorário por escrito
- Referências verificáveis de projetos semelhantes no mesmo setor
- Declaração de conflito de interesse antes da contratação
- Cadência de acompanhamento com o sócio responsável
- Plano de suporte na implementação, depois da entrega
- Norma aplicável
- Critérios de escolha de firma: expertise setorial, proposta com entregáveis explícitos, conflitos declarados e método formal em vez de improviso.
- Entregável
- Proposta com escopo fechado, equipe nomeada, cronograma e o sócio responsável identificado desde a primeira reunião.
Consultoria de negócio e performance
Consultoria financeira para médio porte
Empresa de médio porte tem complexidade de grande e time financeiro de pequena, e é aí que a consultoria financeira entra.
Consultoria financeira estrutura planejamento, controladoria, tesouraria e captação em empresa que já tem complexidade real, mas ainda opera com time financeiro enxuto. O modelo mais usado é o CFO as a service: profissional sênior com dedicação parcial e a estrutura de uma firma atrás, cumprindo a função enquanto a empresa não justifica um CFO próprio em tempo integral.
O gap quase nunca é falta de informação, é falta de leitura. A empresa cresce, o faturamento sobe e o caixa piora, porque o crescimento consome capital de giro antes de devolver margem. Falta orçamento com driver operacional, falta comparação de realizado contra planejado e falta ciclo financeiro monitorado. Quem só descobre o problema no fechamento mensal descobre quando já não dá tempo de corrigir.
A MERC começa por diagnóstico e linha de base: qualidade das demonstrações, processo de fechamento, ferramentas, controles e equipe. Depois vêm o orçamento com drivers, o forecast revisado em ciclo, os indicadores por área e a padronização do fechamento. A frente de estruturação só entra quando a base está de pé, seja para dívida, rodada de equity ou preparação de venda.
O que examinamos
- Diagnóstico da qualidade das demonstrações e do fechamento mensal
- Orçamento anual construído por driver operacional, não por linha contábil
- Forecast revisado em ciclo e indicadores por área
- Ciclo financeiro: prazos de recebimento, pagamento e estoque
- Dívida líquida sobre EBITDA e cobertura de juros
- Roteiro de captação de dívida ou equity conforme o objetivo
- Norma aplicável
- Auditoria e consultoria financeira não se confundem: a mesma firma não presta os dois serviços ao mesmo cliente auditado, e essa separação é condição de independência.
- Entregável
- Orçamento e forecast implantados, painel mensal de indicadores e processo de fechamento padronizado com responsáveis definidos.
Consultoria de negócio e performance
ROI da consultoria e do projeto
Retorno de consultoria se mede com linha de base congelada, hipótese de ganho escrita e prazo de captura combinado.
ROI de projeto de consultoria é conta, não é impressão. A conta exige quatro definições feitas antes do início: a linha de base, a hipótese de ganho, o prazo de captura e o perímetro do que entra e do que fica fora do cálculo. Sem isso, a discussão no fim do projeto vira disputa de narrativa entre quem contratou e quem executou.
A armadilha está no perímetro. Ganho que veio de preço de mercado, de câmbio, de contrato já assinado antes do projeto ou de corte que a empresa faria de qualquer jeito não é ganho do projeto. O custo também precisa ser inteiro: honorário, horas do time interno, sistema, treinamento e implantação. Payback só é honesto quando as duas pontas usam a mesma régua.
A MERC congela a linha de base no mês zero, sobre o indicador escolhido pelo cliente: margem, ciclo financeiro, custo financeiro, conversão comercial ou qualidade do fechamento. A hipótese de ganho é escrita com a mecânica que a produz. A medição compara realizado contra base em janelas combinadas, separando o efeito atribuível do que veio de fora. A MERC não promete percentual de retorno.
O que examinamos
- Linha de base congelada no mês zero, com fonte rastreável
- Hipótese de ganho escrita com a mecânica que a produz
- Prazo de captura por iniciativa, não média do projeto
- Perímetro explícito do que entra e do que fica fora
- Custo total: honorário, horas internas, sistema e implantação
- Efeito atribuível separado de preço, câmbio e mercado
- Revisão periódica do realizado contra a hipótese original
- Norma aplicável
- Metodologia de medição: linha de base congelada, atribuição por iniciativa e payback calculado sobre o custo total do projeto. O compromisso é com método e entregável, não com resultado de mercado.
- Entregável
- Memória de cálculo do retorno, com linha de base, hipótese, realizado por iniciativa e custo total do projeto.
Consultoria de negócio e performance
Diagnóstico de crescimento e performance
Diagnóstico integrado existe porque o problema mais caro da empresa quase nunca mora na área onde ele aparece.
O diagnóstico de crescimento e performance é uma leitura do negócio inteiro em janela curta, feita antes de definir o escopo de qualquer projeto maior. Conecta financeiro, contábil, comercial, operacional, societário e controles, e entrega a hierarquia das causas. É para a empresa que sabe que está travada, mas não sabe onde, e não quer contratar solução antes de ter o problema.
A particularidade é a conexão. Erro de precificação parece comercial, mas corrói margem, caixa e valuation. Falha de controle parece operacional, mas vira distorção contábil e ressalva. Solução isolada resolve sintoma: se o problema é margem, corta-se custo; se é caixa, busca-se crédito; se é crescimento, aumenta-se marketing. A causa continua e volta maior. A pergunta não é qual é o número, é o que sustenta o número.
A MERC roda o diagnóstico com as frentes na mesma mesa: a auditoria lê controle e qualidade da informação, a frente financeira lê caixa, capital de giro e estrutura de capital, e a frente de crescimento lê conversão e capacidade de execução. O resultado é um mapa de causas priorizado por impacto e por esforço, com o que é ganho rápido separado do que é estrutural.
O que examinamos
- Mapa de causas, não lista de sintomas por área
- Conversão de lucro em caixa e ciclo financeiro
- Concentração de clientes, de fornecedores e de pessoas-chave
- Lacunas de controle interno com impacto contábil relevante
- Estrutura societária e seu efeito sobre captação e crescimento
- Priorização por impacto e esforço, com ganhos rápidos separados
- Norma aplicável
- Gestão de riscos avaliada em conexão com estratégia, objetivos, controles e governança, na linha do framework COSO e da supervisão atribuída à administração e ao conselho.
- Entregável
- Mapa de causas priorizado, com impacto estimado, esforço e o responsável por cada frente de trabalho.
Consultoria de negócio e performance
Arquitetura de receita e modelo de negócio
Modelo de receita mal desenhado aparece primeiro na contabilidade e depois na diligência, quando o ajuste já custa preço.
Arquitetura de receita é o desenho de como a empresa contrata, cobra e reconhece o que vende: recorrência, uso, implantação, setup, licença, serviço e upsell. Interessa a negócio de receita recorrente, contrato com várias obrigações ou pricing híbrido, sobretudo quando há captação, rodada ou venda no horizonte. Métrica comercial e receita contábil precisam contar a mesma história.
Aqui mora o erro caro. MRR e ARR são métricas operacionais, não contábeis, e precisam reconciliar com a receita reconhecida. Contrato anual reconhecido integralmente na assinatura viola a norma de receita. Setup fee reconhecida de imediato costuma ter de ser diferida pela vida esperada do cliente. Implantação tratada como obrigação separada quando não é distinta vira ajuste material. Em diligência, divergência grande é red flag.
A MERC mapeia todos os modelos contratuais comercializados, identifica as obrigações de performance de cada um, determina o preço de venda isolado e testa o reconhecimento por amostra de contratos. Reconcilia MRR e ARR com a receita contábil e explica cada diferença. Avalia o custo de aquisição capitalizado quanto a incrementalidade, recuperabilidade e prazo de amortização, até que norma e métrica parem de brigar.
O que examinamos
- Mapeamento de todos os modelos contratuais e pacotes comerciais
- Identificação das obrigações de performance por modelo de contrato
- Preço de venda isolado alocado entre as obrigações identificadas
- Reconciliação de MRR e ARR com a receita reconhecida
- Tratamento de setup fee, implantação e customização
- Custo de aquisição capitalizado: incrementalidade, recuperabilidade e amortização
- Movimentação de receita diferida e efeito de alterações contratuais
- Norma aplicável
- CPC 47 e IFRS 15, com as cinco etapas de reconhecimento de receita e a capitalização de custos incrementais de obtenção de contrato quando recuperáveis.
- Entregável
- Política de reconhecimento de receita por modelo contratual, com reconciliação de métricas e memória de cálculo documentada.
Consultoria de negócio e performance
Planejamento estratégico de expansão
Expansão trava por capital de giro e por capacidade de execução, não por falta de mercado para vender.
Planejamento estratégico de expansão traduz a ambição de crescimento em plano com sequência, capital e capacidade. Trata de nova praça, novo canal, novo produto, nova linha ou nova geografia, e de qual delas vem primeiro. Serve à empresa que já tem operação funcionando e precisa decidir onde alocar o próximo ciclo de investimento sem colocar a base atual em risco.
A diferença em relação a um plano comercial é a restrição financeira. Crescer consome caixa antes de devolver margem: mais estoque, mais equipe, mais prazo concedido ao cliente e mais necessidade de capital de giro. Expansão desenhada sem essa conta vira dependência de crédito caro e antecipação constante de recebível. A pergunta do plano não é quanto vamos vender, é quanto capital cada ponto de crescimento consome.
A MERC constrói o plano em cenários, com premissas explícitas e o gatilho que faz cada etapa avançar ou parar. Cada frente de expansão recebe investimento estimado, necessidade de capital de giro, ponto de equilíbrio e indicadores de acompanhamento. O sequenciamento respeita a capacidade de execução do time e a estrutura financeira disponível. Número de mercado só entra no plano com fonte identificada.
O que examinamos
- Cenários com premissas explícitas e gatilho de avanço
- Necessidade de capital de giro por frente de expansão
- Investimento estimado e ponto de equilíbrio de cada praça
- Capacidade de execução do time avaliada antes do cronograma
- Sequenciamento das frentes por risco e consumo de caixa
- Indicadores de acompanhamento com revisão periódica do realizado
- Norma aplicável
- Metodologia de planejamento por cenários, com premissas documentadas, gatilhos de decisão e revisão periódica contra o realizado.
- Entregável
- Plano de expansão em cenários, com investimento, necessidade de caixa, sequência e indicadores por frente.
Consultoria de negócio e performance
Consultoria de performance empresarial
Performance se mede em caixa gerado, não em lucro apurado, e é essa diferença que quebra empresa lucrativa.
Consultoria de performance trabalha o resultado depois que a causa já foi identificada: margem por linha, estrutura de custo fixo, eficiência operacional, ciclo financeiro e ritmo de gestão. Não é um estudo, é execução acompanhada. Serve à empresa que opera com resultado apertado, previsibilidade baixa ou margem em queda sem explicação clara nos relatórios que ela já recebe todo mês.
O erro caro é tratar lucro e caixa como a mesma coisa. O regime de competência reconhece receita que ainda não entrou e despesa que ainda não saiu. EBITDA positivo não considera investimento, dívida, variação de estoque, inadimplência nem necessidade de capital de giro. Empresa com lucro no papel e baixa conversão de caixa é lida como risco operacional, e isso pressiona preço em qualquer negociação.
A MERC reconcilia o resultado reportado com o caixa efetivamente gerado e abre a diferença por origem: prazo de recebimento, estoque, prazo de pagamento, itens não recorrentes e reclassificações. Depois trabalha as alavancas com dono e prazo: preço e mix, custo fixo, política de crédito e disciplina de capital de giro. O acompanhamento é mensal, contra a linha de base congelada no início.
O que examinamos
- Reconciliação do EBITDA reportado com o caixa gerado
- Margem por linha de produto, de serviço e de cliente
- Ciclo financeiro aberto por recebimento, estoque e pagamento
- Qualidade do lucro: recorrência e itens não repetíveis
- Estrutura de custo fixo e ponto de equilíbrio atual
- Ritual mensal de gestão com dono e prazo por alavanca
- Norma aplicável
- Leitura integrada de DRE, balanço patrimonial, fluxo de caixa e estrutura de capital, considerando que o regime de competência separa resultado econômico de liquidez financeira.
- Entregável
- Painel mensal de performance com margem, conversão de caixa e ciclo financeiro, e plano de alavancas com responsáveis.
Consultoria de negócio e performance
Estruturação de processos comerciais
Funil sem critério de etapa não é previsível, e o problema comercial costuma ser de processo, não de esforço.
Estruturação de processos comerciais desenha o caminho entre a geração do lead e o contrato assinado: etapas, critério de passagem entre elas, responsável, prazo e registro. Serve à empresa que vende, mas não consegue prever quanto vai vender, e cujo resultado depende de poucos vendedores e de conhecimento que não está escrito em lugar nenhum.
O que separa isso de treinamento de vendas é a definição de etapa. Sem critério objetivo para mover uma oportunidade adiante, o funil vira opinião e a projeção vira palpite. Sem registro disciplinado, não existe base para medir conversão, tempo de ciclo ou motivo de perda. O ponto caro aparece depois: em captação e em diligência, receita sem processo por trás é lida como receita frágil.
A MERC mapeia o processo como ele acontece, não como o manual descreve, e redesenha as etapas com critério de entrada e de saída. Define o que o sistema precisa registrar, quem registra e quando. Instala a medição de conversão por etapa, tempo de ciclo e motivo de perda, além do ritual de revisão de pipeline. A formação do time entra depois do processo, não antes.
O que examinamos
- Desenho do funil com critério objetivo de passagem de etapa
- Mapeamento do processo real, não do processo documentado
- Definição do que é registrado, por quem e quando
- Conversão por etapa, tempo de ciclo e motivo de perda
- Política de desconto e alçada de aprovação comercial
- Ritual de revisão de pipeline com responsável definido
- Norma aplicável
- Metodologia de processo comercial: etapas com critério objetivo de passagem, registro obrigatório da oportunidade e medição de conversão por etapa.
- Entregável
- Processo comercial desenhado e implantado, com critérios de etapa, painel de conversão e ritual de revisão de pipeline.
Consultoria de negócio e performance
Growth intelligence e estratégia de dados
Dado que ninguém reconcilia não vira decisão, e growth intelligence começa pela definição do indicador, não pelo painel.
Growth intelligence organiza os dados de crescimento para que eles sustentem decisão: definição dos indicadores, origem de cada número, frequência de atualização e quem responde por cada um. Cobre aquisição, conversão, retenção, expansão e receita. Serve à empresa que já tem ferramenta e relatório, mas discute o número na reunião em vez de discutir o que fazer com ele.
A diferença em relação a um projeto de painel é a régua. Definição ambígua produz duas versões do mesmo indicador e reunião travada. Métrica de crescimento precisa reconciliar com a informação contábil, senão a empresa apresenta uma receita ao conselho e outra ao auditor. Em captação e em diligência, essa divergência custa caro, porque o investidor testa a consistência antes de testar a tese.
A MERC começa pelo dicionário de indicadores: definição escrita, fórmula, fonte do dado, periodicidade e dono. Depois vem a reconciliação com a base contábil e a documentação das diferenças legítimas de recorte e de corte de período. O painel é construído por último, sobre definição já acordada, com coorte de cliente e leitura de retenção. Dado sem rastreabilidade não entra no painel.
O que examinamos
- Dicionário de indicadores com fórmula, fonte, periodicidade e dono
- Reconciliação das métricas de crescimento com a base contábil
- Coorte de cliente, retenção e expansão de receita
- Rastreabilidade do dado, da origem até o painel
- Regras de corte de período e de recorte por segmento
- Ritual de leitura do painel com decisão registrada
- Norma aplicável
- Metodologia de definição e governança de indicadores, com dicionário escrito, rastreabilidade do dado e reconciliação contra a informação contábil.
- Entregável
- Dicionário de indicadores, painel com dado rastreável e memória de reconciliação entre métrica de crescimento e receita contábil.
Consultoria de negócio e performance
Estruturação contábil e financeira
Empresa não é avaliada só pelo que entrega, é avaliada pelo que consegue provar com os próprios números.
Estruturação contábil e financeira organiza a base que sustenta a informação: plano de contas, critério de classificação, processo de fechamento, reconciliações obrigatórias, provisões e notas explicativas. Serve à empresa que vai ser auditada, captar recursos ou entrar em diligência e descobriu que a contabilidade atual foi montada para cumprir obrigação fiscal, e não para sustentar decisão.
Os erros se repetem. Inconsistência entre DRE, balanço, fluxo de caixa e notas. Receita reconhecida fora do período correto. Provisão ausente ou mal estimada, que melhora o resultado de hoje e carrega risco oculto. Classificação errada de conta, que distorce EBITDA, margem, alavancagem e liquidez. Nota explicativa genérica. E fechamento sem revisão crítica, que acumula distorção até o momento em que a empresa mais precisa de credibilidade.
A MERC revisa o plano de contas e o critério de classificação, monta o fechamento com reconciliações obrigatórias entre as demonstrações e define quem revisa o quê antes da divulgação. As provisões passam a ter processo de identificação com jurídico, financeiro e contabilidade juntos. As notas são reescritas para refletir a empresa, e não um modelo padrão. Quem estrutura não audita o mesmo cliente.
O que examinamos
- Plano de contas e critérios de classificação revisados
- Reconciliações obrigatórias entre DRE, balanço e fluxo de caixa
- Calendário de fechamento com responsável e níveis de revisão
- Processo de provisões com jurídico, financeiro e contabilidade
- Reconhecimento de receita vinculado à entrega efetiva ao cliente
- Notas explicativas específicas, alinhadas à realidade do negócio
- Conversão de lucro em caixa acompanhada como indicador-chave
- Norma aplicável
- CPC 47 e IFRS 15 para receita, CPC 25 para provisões e passivos contingentes, e CPC 26 para apresentação das demonstrações e notas explicativas.
- Entregável
- Plano de contas revisado, processo de fechamento com reconciliações e notas explicativas reescritas, prontos para exame de auditoria.
Consultoria de negócio e performance
Orçamento, forecast e controladoria
Orçamento serve para decidir durante o ano, não para explicar no fim dele por que não bateu.
Orçamento, forecast e controladoria formam o ciclo que traduz plano em número e número em decisão: orçamento anual por driver, forecast revisado ao longo do ano, fechamento mensal tempestivo e análise de realizado contra planejado. Serve à empresa que fecha o mês tarde, discute o passado na reunião e chega ao comitê sem base para decidir o mês seguinte.
A particularidade está na construção. Orçamento montado como projeção de linha contábil não explica desvio, porque não separa efeito de volume, de preço, de mix e de custo. Forecast que nunca é revisado vira ficção poucos meses depois. E orçamento sem caixa é meio orçamento: resultado positivo no plano pode conviver com necessidade crescente de capital de giro que ninguém projetou.
A MERC monta o orçamento a partir de drivers operacionais, com premissa escrita por linha, e instala o forecast revisado em cadência definida. A controladoria ganha calendário de fechamento, matriz de responsabilidade e conciliação entre a visão contábil e a gerencial. A análise de desvio é aberta por causa, e não por diferença total. O orçamento de caixa anda junto com o de resultado.
O que examinamos
- Orçamento construído por driver operacional, com premissa escrita
- Forecast revisado em cadência, com responsável por linha
- Calendário de fechamento e matriz de responsabilidade definida
- Conciliação entre a visão contábil e a visão gerencial
- Análise de desvio aberta por volume, preço, mix e custo
- Orçamento de caixa e necessidade de capital de giro projetada
- Revisão dos centros de custo e dos critérios de rateio
- Norma aplicável
- Metodologia de planejamento e controle: orçamento por driver, forecast revisado em ciclo e conciliação contábil-gerencial documentada a cada fechamento.
- Entregável
- Orçamento e forecast implantados, calendário de fechamento e relatório mensal de desvio aberto por causa.
Societário, sucessão e governança
Reestruturação societária
Estrutura societária mal desenhada não é problema só do jurídico: ela limita captação, trava crescimento e aparece na diligência.
Reestruturação societária redesenha como as empresas do grupo se organizam entre si: quem detém o quê, onde ficam operação, imóveis e participações, e como o caixa circula. Serve ao grupo que cresceu por adição de empresas, que precisa separar operações para captar ou vender, ou que quer simplificar uma estrutura que ninguém mais consegue explicar em uma página.
A particularidade é que cada desenho tem efeito contábil, tributário, societário e sucessório ao mesmo tempo, e os quatro raramente apontam para o mesmo lado. Movimento entre empresas do mesmo controlador não é aquisição e não gera ágio novo. Separar uma unidade para vender é um carve-out, com todas as questões de contrato, pessoas e contabilidade que ele traz. O desenho correto depende do caso concreto.
A MERC parte do mapa da estrutura atual e do objetivo declarado: captação, venda, sucessão, simplificação ou entrada de sócio. Modela alternativas com o efeito de cada uma nas quatro dimensões, com o tributário e o contábil na mesma mesa. A política contábil da operação é definida antes da execução, e não no fechamento. Nenhuma estrutura é recomendada sem análise específica do caso.
O que examinamos
- Mapa da estrutura atual e do perímetro de cada empresa
- Objetivo declarado: captação, venda, sucessão ou simplificação
- Efeito contábil, tributário, societário e sucessório de cada alternativa
- Política contábil da operação definida antes da execução
- Transações entre partes relacionadas e sua divulgação
- Contratos, garantias e licenças afetados pela movimentação
- Norma aplicável
- CPC 15 e IFRS 3 tratam da aquisição de negócio de terceiros; reorganização sob controle comum fica fora desse alcance e exige política contábil própria, consistente e divulgada.
- Entregável
- Mapa da estrutura atual, alternativas modeladas por dimensão de efeito e a política contábil da operação definida por escrito.
Societário, sucessão e governança
Planejamento sucessório e holding familiar
Sucessão é governança antes de ser estrutura, e a holding familiar resolve parte do problema, não o problema inteiro.
Planejamento sucessório organiza a transição de patrimônio e de comando entre gerações. Envolve três planos que costumam ser confundidos: a propriedade das quotas ou ações, a gestão da empresa e a convivência da família. A holding familiar é um dos instrumentos possíveis para o primeiro plano. Serve à família empresária que quer decidir isso antes de ser obrigada a decidir.
O erro caro é começar pela estrutura. Montar holding sem acordo sobre regras de entrada, saída, distribuição e decisão apenas muda o endereço do conflito. Há ainda o efeito contábil e tributário de cada movimento, que depende do patrimônio, do tipo de bem, do regime aplicável e do objetivo declarado. O desenho adequado varia caso a caso e exige análise específica com o assessor jurídico da família.
A MERC conduz o trabalho pela ordem: primeiro o mapa do patrimônio e das participações, depois as regras de governança entre família, sócios e gestão, e só então a discussão de estrutura, com tributário e contábil avaliando os efeitos de cada alternativa. O que a MERC entrega é análise técnica e documentação. A recomendação jurídica final e os atos societários ficam com a assessoria jurídica responsável.
O que examinamos
- Mapa do patrimônio, das participações e dos bens envolvidos
- Separação entre propriedade, gestão e convivência familiar
- Regras de entrada, saída, distribuição e decisão por escrito
- Efeitos contábeis e tributários de cada alternativa avaliada
- Preparação da próxima geração e critério de acesso à gestão
- Documentação e rastreabilidade de cada movimentação patrimonial
- Norma aplicável
- Instrumentos usuais: acordo de sócios, contrato social ou estatuto e política de distribuição. A estrutura adequada depende de análise do caso e de parecer jurídico e tributário específico.
- Entregável
- Diagnóstico patrimonial e de governança familiar, com alternativas de estrutura avaliadas nos efeitos contábeis e tributários.
Societário, sucessão e governança
Acordo de sócios e governança societária
Empresa sem acordo de sócios não tem governança madura: tem convivência que funciona enquanto ninguém discorda.
O acordo de sócios define as regras entre quem detém o capital: o que exige quorum qualificado, como se entra, como se sai, como se distribui resultado e o que acontece em caso de morte, divórcio, impasse ou saída de sócio operacional. É a primeira camada de governança e costuma ser o primeiro documento que fundo, banco e comprador pedem para ler.
A particularidade está nas cláusulas de saída, que ninguém lê enquanto todos concordam. Tag along, drag along, não competição, direito de preferência, regra de impasse e critério de apuração de haveres definem quanto vai custar a discórdia futura. Acordo genérico, copiado de modelo, falha exatamente no ponto que o caso exigia. Empresa sem acordo entra em diligência com um risco que não tem preço definido.
A MERC trabalha o acordo junto com a estrutura societária e com a informação financeira que ele pressupõe: se o documento fala em resultado, distribuição ou apuração de haveres, é preciso definir qual base contábil serve de referência e quem a produz. A redação das cláusulas fica com o assessor jurídico. A MERC responde pela mecânica financeira e contábil que as torna aplicáveis.
O que examinamos
- Matérias por quorum: o que exige unanimidade ou maioria qualificada
- Regras de entrada, saída, preferência, tag along e drag along
- Critério e base contábil de apuração de haveres
- Política de distribuição de resultado e de reinvestimento
- Regra de impasse e mecanismo de solução de conflito
- Base financeira que sustenta cada cláusula econômica
- Norma aplicável
- Acordo de sócios, contrato social ou estatuto, lidos à luz dos quatro princípios do código de melhores práticas do IBGC: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.
- Entregável
- Diagnóstico das lacunas do acordo atual e a definição da base contábil que sustenta cada cláusula econômica.
Societário, sucessão e governança
Cisão, fusão e incorporação
Nem toda incorporação é aquisição: quando o controlador é o mesmo antes e depois, a contabilidade muda de lógica.
Cisão, fusão e incorporação são operações societárias que movem ativos, passivos e participações entre empresas. Podem ser aquisição de negócio de terceiro ou reorganização dentro do mesmo grupo, e o tratamento contábil de cada caso é diferente. Serve ao grupo que se reorganiza para simplificar estrutura, preparar captação, separar unidade ou organizar sucessão. O enquadramento vem antes do lançamento.
O ponto técnico é justamente o enquadramento. Combinação sob controle comum fica fora do alcance da norma de combinação de negócios, e a prática predominante é o método predecessor: mantêm-se os valores contábeis históricos, não se reconhece novo ágio e a diferença entre o valor pago e o valor contábil recebido vai direto ao patrimônio líquido. Reconhecer ágio nessas operações é o erro que a diligência derruba.
A MERC testa primeiro a fronteira: o mesmo controlador detém as entidades antes e depois, e esse controle não é transitório? Operação desenhada às vésperas de uma venda a terceiro pode não se qualificar. Depois define a política contábil por escrito, antes da execução: qual método, a partir de que data a operação é refletida, como tratar a diferença de valores e como divulgar a transação entre partes relacionadas.
O que examinamos
- Teste do enquadramento: há controle comum e ele não é transitório
- Método aplicável e a data a partir da qual a operação é refletida
- Tratamento da diferença entre valor pago e valor contábil recebido
- Política contábil escrita antes da execução da operação
- Operação examinada como transação entre partes relacionadas
- Suficiência da divulgação em notas explicativas
- Norma aplicável
- CPC 15 e IFRS 3 para aquisição de negócio de terceiros; combinações sob controle comum ficam fora desse alcance e seguem o método predecessor, com exame de partes relacionadas sob a NBC TA 550.
- Entregável
- Parecer de enquadramento da operação e a política contábil escrita, com memória de cálculo e o texto de divulgação.
Societário, sucessão e governança
Recuperação judicial e reestruturação
Renegociar dívida não é evento neutro: modificação e baixa produzem resultados diferentes, e a auditoria testa qual deles ocorreu.
A frente atende empresa que está renegociando passivo financeiro, dentro ou fora de recuperação judicial: alongamento de prazo, corte de juros, deságio, carência ou conversão de dívida em capital. O trabalho liga o plano à contabilidade, porque é a informação contábil que sustenta a confiança dos credores e a avaliação de continuidade operacional que vem logo depois.
A decisão técnica é uma só e muda o balanço: os termos novos são substancialmente diferentes dos antigos? O teste de referência compara o valor presente dos fluxos novos, descontados pela taxa efetiva original, com o valor contábil do passivo anterior. Acima do limite há baixa, com passivo novo a valor justo; abaixo há modificação, com a taxa efetiva original preservada. Mudanças qualitativas de termo também decidem.
A MERC recalcula o teste por tranche, documenta o resultado e define o corte na data correta: acordo, homologação ou cumprimento de condição. Mensura o valor justo dos instrumentos emitidos na conversão de dívida em capital e sustenta as premissas com evidência. Em paralelo, apoia a projeção de caixa dos doze meses seguintes e a formalização dos planos de ação que a avaliação de continuidade exige.
O que examinamos
- Teste de modificação contra baixa, calculado tranche por tranche
- Análise qualitativa de termos: moeda, garantias, conversibilidade, contraparte
- Tratamento de custos e taxas conforme o caminho adotado
- Valor justo dos instrumentos emitidos na conversão em capital
- Data de corte sustentada por documentação do acordo
- Projeção de caixa de doze meses e planos de ação formalizados
- Divulgação que separa efeito de renegociação de desempenho operacional
- Norma aplicável
- CPC 48 e IFRS 9 para modificação e baixa de passivo financeiro; CPC 26 e IAS 1 para a avaliação de continuidade pela administração; NBC TA 570 para a conclusão do auditor.
- Entregável
- Memória do teste por tranche, política de corte, mensuração da conversão em capital e o texto de divulgação da reestruturação.
Societário, sucessão e governança
Saída de sócio e apuração de haveres
Apuração de haveres é disputa de critério antes de ser disputa de valor, e o contrato define a régua.
Saída de sócio é o momento em que a empresa precisa transformar participação em número. A apuração de haveres calcula quanto cabe a quem sai, e o critério aplicável vem do contrato social, do acordo de sócios ou, na falta deles, da decisão que resolver o caso concreto. Serve a sociedade em dissolução parcial, retirada, exclusão ou falecimento de sócio.
A particularidade é que valor contábil e valor econômico raramente coincidem. Balanço de determinação levantado apenas por valores contábeis históricos ignora intangível, carteira, marca e capacidade de gerar caixa. Avaliação econômica pura ignora o que o contrato pactuou. A data-base, o critério de avaliação, o tratamento de ativos não operacionais e de contingências e a forma de pagamento concentram a disputa.
A MERC monta o balanço de determinação na data-base definida, reconcilia a base contábil e documenta cada ajuste. Quando o critério admite avaliação econômica, a metodologia é explicitada e as premissas ficam rastreáveis. Ativos não operacionais, contingências e operações com partes relacionadas são tratados em separado, com memória de cálculo. O trabalho é preparado para ser examinado por perito e pela outra parte.
O que examinamos
- Critério aplicável conforme contrato social ou acordo de sócios
- Data-base da apuração e corte das operações do período
- Balanço de determinação com cada ajuste documentado
- Tratamento de ativos não operacionais e de contingências
- Metodologia de avaliação explicitada, com premissas rastreáveis
- Operações com partes relacionadas separadas da operação recorrente
- Norma aplicável
- Contrato social e acordo de sócios definem o critério aplicável; na ausência de cláusula, o critério é definido no caso concreto com apoio jurídico, e a metodologia de avaliação fica documentada e rastreável.
- Entregável
- Balanço de determinação na data-base, com memória de cálculo de cada ajuste e a metodologia de avaliação documentada.
Societário, sucessão e governança
Governança para empresa em crescimento
Governança se implanta em camadas, na ordem do estágio da empresa, e não copiando o modelo de companhia aberta.
Governança para empresa em crescimento é a implantação faseada das estruturas de decisão e de controle conforme o estágio do negócio. Começa por acordo de sócios, reuniões com pauta e ata e segregação básica entre quem aprova, quem paga e quem registra. Avança para conselho consultivo, auditoria independente e manual de políticas. Depois vem a camada de comitês e gestão formal de riscos.
Três erros se repetem. O primeiro é copiar o modelo de companhia aberta: comitês demais e política longa demais para o porte, o que vira estrutura cara que ninguém usa. O segundo é montar estrutura formal sobre informação que não é confiável, porque conselho não conserta demonstração errada. O terceiro é tratar governança como projeto e não como processo, e ver a estrutura definhar em poucos meses.
A MERC começa pelo diagnóstico do estado atual e pela camada que falta, não pela camada seguinte de um modelo ideal. Estrutura primeiro a confiabilidade da informação financeira, porque é a base de tudo o que vem depois. Depois desenha os órgãos, escreve o que cada um decide e instala a rotina que mantém a estrutura viva. O ritmo acompanha o porte e o objetivo.
O que examinamos
- Diagnóstico da camada de governança que falta no estágio atual
- Confiabilidade da informação financeira antes da estrutura formal
- Segregação entre quem aprova, quem paga e quem registra
- Acordo de sócios, pauta, ata e calendário de reuniões
- Manual de políticas proporcional ao porte da empresa
- Rotina de acompanhamento das deliberações e avaliação dos órgãos
- Norma aplicável
- Código das melhores práticas de governança corporativa do IBGC e seus quatro princípios, aplicados em camadas conforme o estágio e o objetivo da empresa.
- Entregável
- Diagnóstico de governança por camada, com o desenho da estrutura adequada ao estágio e o cronograma de implantação faseada.
Societário, sucessão e governança
Conselho consultivo e comitês
Comitê sem autonomia, orçamento e regimento é forma sem substância, e é a primeira coisa que uma revisão expõe.
Conselho e comitês são os órgãos que separam a decisão estratégica da execução. O conselho, consultivo ou de administração, define direcionamento, aprova orçamento, monitora performance e avalia o principal executivo. Os comitês são braços técnicos: auditoria, riscos, pessoas e remuneração, investimentos. A diretoria executa o que foi aprovado. Quando esses papéis não estão escritos, o conselho opera e o comitê não decide nada.
A régua subiu. No segmento de listagem mais exigente da bolsa brasileira, o comitê de auditoria estatutário passou a ser condição de permanência, com autonomia, orçamento aprovado pelo conselho, coordenador designado, regimento interno e prestação de contas periódica. Soma-se a manifestação dos administradores sobre a efetividade dos controles internos, que só se sustenta com inventário de controles-chave, testes e trilha documental.
A MERC ajuda a montar o órgão com os atributos que a régua cobra: seleção de membros com competência contábil e de auditoria, regimento escrito, orçamento dimensionado e calendário de prestação de contas. Estrutura o fluxo de comunicação entre o comitê, a auditoria interna e a auditoria independente, para que a governança receba a informação certa no tempo certo. Formalidade que só existe no estatuto não resiste a exame.
O que examinamos
- Regimento interno com composição, responsabilidades e periodicidade
- Competência contábil e de auditoria entre os membros do comitê
- Autonomia de agenda e acesso a informação sem filtro da diretoria
- Orçamento aprovado pelo conselho para contratar apoio técnico
- Fluxo de comunicação com a auditoria interna e a independente
- Trilha documental que sustenta a declaração sobre controles internos
- Norma aplicável
- Regulamento do Novo Mercado da B3, que exige comitê de auditoria estatutário e declaração dos administradores sobre a efetividade dos controles internos, com prazo ancorado em assembleia geral ordinária.
- Entregável
- Regimento do órgão, matriz de competências dos membros e o fluxo documentado de interação com as auditorias.
Depois do fechamento
Integração pós-fusão
Deal não cria valor por ser assinado: cria valor por ser executado, e a execução começa antes do closing.
Integração pós-fusão é o processo de combinar duas empresas depois da transação, alinhando operações, sistemas, pessoas, cultura e estrutura financeira. O objetivo não é unir estruturas, é fazer a tese do deal virar resultado. Serve ao comprador que precisa capturar o que pagou e ao vendedor que negociou earn-out e depende do desempenho do período seguinte ao fechamento.
A maior parte da destruição de valor em M&A acontece depois do fechamento, não antes. Durante a negociação há disciplina sobre valuation, estrutura e risco. Depois do closing, muita empresa trata a integração como consequência natural do deal. O erro mais recorrente não é integrar mal, é começar a integrar sem plano, sem prioridade e sem responsável nomeado. Integração sem governança falha por falta de direção.
A MERC desenha a integração entre o signing e o closing, ou ainda na diligência confirmatória quando a janela é curta. Estrutura os workstreams com líder único por frente e instala a governança: PMO semanal, comitê integrador quinzenal e reporte periódico ao conselho. A boutique de M&A encerra o mandato no closing. Aqui a mesma casa segue, com auditoria e tributário, até o business case virar resultado.
O que examinamos
- Plano de integração desenhado antes do fechamento da operação
- Workstreams com líder único, cronograma e entregáveis definidos
- Governança em três cadências: PMO, comitê integrador e conselho
- Diagnóstico cultural antes de decidir como combinar as empresas
- Plano de retenção de pessoas-chave e de comunicação interna
- Lacunas de informação que a due diligence não conseguiu fechar
- Tracker de sinergia ligado ao business case da transação
- Norma aplicável
- Metodologia de PMI: workstreams com responsável único, governança em três cadências e captura acompanhada contra o business case da transação.
- Entregável
- Plano de integração com workstreams e responsáveis, governança instalada e o tracker de sinergia ligado ao business case.
Depois do fechamento
Os cem primeiros dias
Os cem primeiros dias formam precedente, e o que não for decidido ali custa muito mais caro para reverter depois.
Os cem primeiros dias são a janela em que funcionários, clientes, fornecedores e parceiros formam a percepção sobre o novo controlador. É também quando a liderança da empresa comprada está mais atenta e quando o comprador ainda tem disposição organizacional para mudar. O período se desdobra em três fases com objetivos distintos: o dia um, os primeiros trinta dias e a fase seguinte.
O foco do dia um é continuidade, não novidade. Funcionários são comunicados pessoalmente sobre o que muda e o que continua igual, clientes-chave recebem ligação de executivo sênior, sistemas seguem rodando e a folha sai como esperado. Nada novo é decidido fora do que foi definido antes. Depois vêm estabilização e diagnóstico. Demorar na decisão de pessoas custa justamente os melhores executivos.
A MERC prepara o dia um com o cliente antes do closing, item por item, e conduz a cadência semanal nas primeiras semanas. Em seguida, os workstreams validam premissas, fecham as lacunas que a diligência não resolveu e começam pelas ações de baixa fricção: tesouraria, plano de contas, políticas básicas. A entrega do centésimo dia vai ao conselho com status, riscos e o plano do período seguinte.
O que examinamos
- Roteiro do dia um, decidido e ensaiado antes do fechamento
- Comunicação a funcionários, clientes-chave e fornecedores relevantes
- Validação das premissas e das lacunas deixadas pela diligência
- Ações de baixa fricção: tesouraria, plano de contas, políticas
- Anúncio do organograma final e das decisões de pessoas
- Entrega ao conselho no centésimo dia, com o plano seguinte
- Norma aplicável
- Metodologia de PMI em três fases: continuidade no dia um, estabilização e diagnóstico em seguida, e tração com clareza estrutural até o centésimo dia.
- Entregável
- Roteiro do dia um, cronograma das três fases e a apresentação de fechamento do centésimo dia ao conselho.
Depois do fechamento
Captura e medição de sinergias
Sinergia raramente se perde na execução: na maioria dos casos ela já tinha sido superestimada na origem.
Captura de sinergia é transformar o ganho assumido no business case em resultado que aparece na demonstração. As sinergias se dividem em três categorias com comportamentos distintos: custo, mais previsível e de captura mais rápida; receita, a mais difícil e a que demora mais; e capital, incluindo estrutura de capital e efeitos fiscais, com captura intermediária entre as duas.
O que separa quem entrega de quem fica aquém é a granularidade. Sinergia acompanhada como número agregado não permite intervenção, porque ninguém sabe qual iniciativa parou. Cada ganho precisa virar iniciativa com líder, prazo, valor projetado, valor capturado e status. E é preciso separar captura real do que é efeito de preço, de volume de mercado ou de decisão que aconteceria sem o deal.
A MERC constrói o tracker no nível da iniciativa individual e o liga ao business case da transação, linha a linha. A revisão é semanal no PMO, com intervenção nas iniciativas fora do ritmo previsto. O custo de captura entra na conta, porque sinergia que exige investimento não é ganho líquido. Quando o realizado não sustenta a projeção, a recomendação é reportar e revisar, não maquiar.
O que examinamos
- Tracker no nível da iniciativa, com líder, prazo e valor
- Separação entre sinergia de custo, de receita e de capital
- Linha de base anterior ao deal, congelada por iniciativa
- Custo de captura considerado no cálculo do ganho líquido
- Efeito de preço e de mercado separado da captura real
- Revisão semanal no PMO e reporte periódico ao conselho
- Norma aplicável
- Metodologia de captura: cada sinergia vira iniciativa rastreada contra linha de base, com valor projetado, valor capturado e status revisados em cadência fixa.
- Entregável
- Tracker de sinergias por iniciativa, com linha de base, custo de captura e reporte periódico contra o business case.
Depois do fechamento
Integração financeira e de sistemas
Sem dado confiável não existe gestão da empresa combinada, e a integração financeira é o que devolve visibilidade.
Integração financeira e de sistemas unifica plano de contas, políticas contábeis, fechamento, controles e as ferramentas que sustentam tudo isso na entidade combinada. É a frente que devolve visibilidade ao comprador depois do fechamento, quando práticas contábeis diferentes e controles não padronizados produzem números que não conversam entre si. Serve também ao grupo que passou a consolidar mais de uma operação.
A armadilha é a pressa de sistema. Unificar ERP antes de padronizar plano de contas, política contábil e desenho de controle apenas migra a inconsistência para uma base nova. Não há prêmio por velocidade extrema e há penalidade por má execução. Sistemas críticos de finanças e contabilidade vêm primeiro, e a migração completa exige plano detalhado. Controle documentado sem teste de operação é papel, não é controle.
A MERC mapeia os processos críticos das duas casas, faz a análise de lacuna contra o framework de controles internos e desenha os controles preventivos e detectivos com dono operacional nomeado. Estabelece o plano de contas unificado, a política contábil única e o fechamento conjunto. Depois vêm os testes de desenho e de operação, a trilha de auditoria nos sistemas e a segregação de funções.
O que examinamos
- Plano de contas unificado e política contábil única definida
- Análise de lacuna dos controles das duas empresas combinadas
- Controles preventivos e detectivos com dono operacional nomeado
- Fechamento conjunto com calendário e responsáveis definidos
- Trilha de auditoria: imutabilidade, completude e identificação de usuário
- Segregação de funções e controles gerais de tecnologia
- Testes de desenho e de operação antes de declarar efetividade
- Norma aplicável
- Framework COSO 2013, com seus cinco componentes e dezessete princípios, incluindo os controles gerais de tecnologia e a avaliação e comunicação de deficiências.
- Entregável
- Plano de contas unificado, matriz de controles com donos nomeados e o relatório de testes de desenho e de operação.
Depois do fechamento
Monitoramento do earn-out após o fechamento
Depois do fechamento o earn-out vira apuração, e quem controla a operação também controla a métrica que paga o vendedor.
Monitoramento de earn-out é o acompanhamento da métrica-gatilho durante todo o período de apuração, com a governança de cálculo que torna o número objetivo e auditável. Atende ao comprador, que precisa apurar sem gerar disputa, e ao vendedor, que deixou parte do preço condicionada ao desempenho de uma operação que passou a ser conduzida por outra pessoa.
A disputa nasce do que o contrato não definiu. EBITDA de quê, com quais ajustes, sob quais políticas contábeis e considerando qual perímetro depois da integração. Custo corporativo alocado pelo comprador, padronização de política contábil e custo de integração reduzem a métrica sem que o negócio tenha piorado. É nesse ponto que o vendedor alega decisão do comprador, o comprador alega prática do grupo, e o caso vai para arbitragem.
A MERC fixa a base normalizada de referência, herdada da quality of earnings, e apura a métrica de cada período contra essa mesma régua. Itens não recorrentes, partes relacionadas, custos corporativos alocados e mudanças de política são isolados e documentados. A memória de cálculo é entregue às duas partes no formato combinado. No balanço do comprador, a consideração contingente é remensurada a valor justo.
O que examinamos
- Base normalizada de EBITDA herdada da quality of earnings
- Definição contratual da métrica traduzida em rotina de cálculo
- Isolamento de custos corporativos alocados após a integração
- Efeito de mudanças de política contábil sobre a métrica apurada
- Tratamento de itens não recorrentes e de partes relacionadas
- Memória de cálculo entregue às duas partes a cada apuração
- Remensuração da consideração contingente a valor justo
- Norma aplicável
- IFRS 3 e CPC 15: a consideração contingente é mensurada a valor justo na data de aquisição e compõe o preço pago; classificada como passivo, suas remensurações posteriores em geral transitam pelo resultado.
- Entregável
- Apuração periódica da métrica-gatilho com memória de cálculo auditável e a mensuração a valor justo da consideração contingente.
Depois do fechamento
Auditoria do primeiro exercício após a aquisição
O primeiro consolidado depois da aquisição é o exame que o grupo não planejou, e ele cobra o que ficou aberto.
A auditoria do primeiro exercício após a aquisição cobre as demonstrações consolidadas do grupo recém-formado, e não apenas as da controladora. O auditor do grupo responde integralmente pela opinião sobre o consolidado, mesmo quando parte do trabalho é executada por auditores de componentes. O escopo é definido pelo risco de distorção relevante, e não pelo tamanho contábil de cada componente.
Grupos que cresceram por aquisição carregam três fricções típicas. A integração contábil incompleta, com componente operando em plano de contas, sistema e política próprios. A combinação de negócios ainda aberta, com alocação do preço de compra provisória e intangíveis em determinação. E o componente no exterior, com conversão cambial, ambiente regulatório distinto e auditor local cuja competência precisa ser avaliada e cujo trabalho precisa ser dirigido.
A MERC estrutura a auditoria a partir do risco do consolidado: inventário de componentes, perímetro de consolidação, materialidade de componente calibrada abaixo da materialidade do grupo, direção e revisão do trabalho dos auditores de componentes. Testa a alocação do preço de compra com laudos e premissas, e as eliminações intragrupo com conciliação documentada. O desenho é feito na largada do exercício, não durante o fechamento.
O que examinamos
- Inventário de componentes e perímetro de consolidação atualizado
- Materialidade de componente calibrada abaixo da materialidade do grupo
- Conversão das políticas contábeis do componente às do grupo
- Alocação do preço de compra: laudos, premissas e memória do ágio
- Competência e objetividade do auditor de componente avaliadas
- Operações intragrupo, saldos recíprocos e eliminações conciliadas
- Pacote de reporte padronizado e tempestivo de cada componente
- Norma aplicável
- NBC TA 600 (R2), convergente com a ISA 600 revisada: responsabilidade indivisível do auditor do grupo, escopo baseado em risco e arquitetura de materialidade de grupo e de componente.
- Entregável
- Plano de auditoria do grupo com perímetro, materialidade por componente e as instruções dirigidas a cada auditor de componente.
Quem procura assessoria de M&A
Boutique de M&A
Boutique de M&A é a casa pequena e especializada que leva o deal. A MERC opera como firma full service.
Boutique de M&A é a firma pequena e especializada em transações, na qual o sócio é também o executor e a equipe é enxuta. O termo existe para separar esse perfil dos bancos de investimento e das firmas globais. Quem procura uma boutique busca atenção do sócio e especialização, e não estrutura ou marca internacional.
A limitação do modelo aparece na reta final. A boutique leva o deal, mas o número que sustenta o preço vem de outra casa: auditoria em um lugar, tributário em outro, diligência em um terceiro. O que derruba preço no fim do processo quase sempre é número que não se sustenta, e a costura entre assessores é onde o cronograma escorrega.
A MERC não é uma boutique de M&A. É uma firma full service, com auditoria independente, tributário e consultoria no mesmo grupo da frente de transações. Isso significa preparar a informação, testá-la e defendê-la sob um único cronograma, com as barreiras de independência declaradas quando a empresa também é cliente de auditoria.
O que examinamos
- Sócio responsável presente em todas as fases do mandato
- Diligência, valuation e tributário sob o mesmo cronograma
- Auditoria independente disponível dentro do mesmo grupo
- Barreiras de independência declaradas antes de fechar escopo
- Coordenação única dos assessores jurídicos e contábeis
- Números do processo testados antes de o comprador testar
- Norma aplicável
- Metodologia integrada de transação: assessoria financeira, diligência contábil e fiscal, com independência de auditoria preservada.
- Entregável
- Assessoria de transação conduzida com auditoria e tributário na mesma casa, sob coordenação única.
Quem procura assessoria de M&A
Assessoria de M&A: quanto custa
O custo não é número único: retainer, success fee e despesas, formados pelo escopo e pelo risco do ativo.
Contratar assessoria de M&A é contratar escopo de trabalho, não comissão. O custo se decompõe em parcela fixa mensal, parcela variável condicionada ao fechamento e reembolso de despesas como viagem, cartório, tradução e plataforma de data room. Interessa a quem vai comparar propostas e nunca passou por um processo de venda.
Comparar apenas percentual é o erro de quem contrata pela primeira vez. Proposta sem retainer costuma significar equipe alocada por disponibilidade, e o mandato que paga fixo vem primeiro. Proposta só com fixo alto retira o alinhamento. O que move o preço é o esforço: setor, porte, qualidade da informação contábil, concentração de clientes, complexidade societária e contingências.
A MERC forma o honorário na ordem inversa da usual. Primeiro entende o ativo, avalia o risco da transação e decide sobre a pré-aceitação do mandato, incluindo conflito com outro cliente e capacidade técnica no setor. Só depois monta equipe, alocação por fase e honorário. O preço vira consequência de um escopo defensável.
O que examinamos
- Escopo por fase, com equipe nominal e alocação de tempo
- Retainer, regra de abatimento e prazo de vigência
- Base de cálculo do success fee definida por escrito
- Reembolso de despesas com teto e aprovação prévia
- Simulação do honorário nos cenários de preço prováveis
- Hipóteses de rescisão e de transação não concluída
- Norma aplicável
- Proposta de mandato com escopo, equipe, alocação por fase e regras de honorário, precedida de pré-aceitação do cliente.
- Entregável
- Proposta com escopo defensável e simulação do custo total nos cenários de preço prováveis.
Quem procura assessoria de M&A
M&A advisory: como funciona
O assessor conduz o processo: prepara, aproxima o mercado, coordena a diligência e sustenta o preço.
M&A advisory é o mandato de condução de uma transação, sell-side ou buy-side. O assessor prepara a informação e o material, define a estratégia de mercado, aproxima contrapartes, organiza as propostas, coordena a due diligence e apoia a negociação até o fechamento. Atende quem precisa continuar tocando a operação enquanto o processo corre.
O assessor não substitui advogado nem contador: o advogado estrutura e redige, o trabalho contábil sustenta os números que o comprador vai testar, e o assessor conduz a negociação e o conjunto. Onde o mandato costuma falhar é exatamente na coordenação: cada assessor responde pelo seu pedaço e ninguém responde pelo cronograma inteiro.
Na MERC, a coordenação é o próprio mandato. Um sócio responde pelo processo do diagnóstico ao fechamento, com plano de fases, calendário de entregas e ponto focal único para a lista de perguntas do comprador. Auditoria e tributário do grupo entram como frentes do mesmo cronograma, e não como fornecedores contratados à parte.
O que examinamos
- Plano de fases com calendário de entregas
- Preparação de teaser, memorando de informações e data room
- Aproximação de mercado e gestão das propostas recebidas
- Coordenação da due diligence e da lista de perguntas
- Apoio técnico à negociação e às definições do SPA
- Ponto focal único para todos os assessores do processo
- Norma aplicável
- Mandato de assessoria financeira em M&A, com escopo por fase e coordenação dos assessores jurídicos e contábeis.
- Entregável
- Condução do processo do diagnóstico ao fechamento, com um sócio responsável e cronograma único.
Quem procura assessoria de M&A
Como escolher o assessor de M&A
Escolha por escopo escrito, senioridade da equipe e independência declarada, não pelo honorário mais baixo.
A escolha do assessor decide o ritmo e boa parte do resultado do processo. Vale para o dono que recebeu duas ou três propostas e precisa de critério objetivo para comparar. Os pontos que separam são qualificação técnica, experiência no setor, composição da equipe, metodologia, independência, comunicação, disciplina de cronograma e clareza de escopo.
O erro comum é decidir por preço. Proposta muito abaixo das demais costuma ter escopo reduzido que só aparece depois, ou pedido de adicional no meio do trabalho. O segundo erro é aceitar apresentação feita por sócio sênior e execução por equipe júnior: peça a lista nominal de quem executa, com senioridade e tempo dedicado ao projeto.
A MERC responde a essas perguntas antes de falar em preço: quem é o sócio responsável, quem executa, qual a metodologia, qual o cronograma e onde existe conflito. A pré-aceitação avalia conflito com outro cliente e capacidade técnica no setor. Quando a empresa também é cliente de auditoria do grupo, a independência é declarada desde o início.
O que examinamos
- Lista nominal da equipe, com senioridade e tempo dedicado
- Experiência comprovada no setor e no porte do ativo
- Escopo escrito do que está incluído e do que é adicional
- Cronograma por fase com marcos de entrega
- Declaração de conflitos e política de independência
- Referências verificáveis de processos de venda semelhantes
- Norma aplicável
- Critérios de seleção de firma profissional: qualificação, equipe, metodologia, independência e escopo escrito na proposta.
- Entregável
- Proposta com equipe nominal, cronograma, escopo delimitado e conflitos declarados antes da contratação.
Quem procura assessoria de M&A
Mercado de M&A no Brasil
O padrão brasileiro mudou: menos operações, cheques maiores e diligência que decide a tese, não apenas confirma.
O mercado brasileiro de fusões e aquisições passou por mudança de composição: caiu o número de operações anunciadas e subiu o valor agregado. O capital se concentrou em ativos estratégicos, com lógica industrial defensável, e o filtro de entrada ficou mais duro. Interessa a quem está em pipeline de venda, em consolidação ou estruturando joint venture.
A consequência prática é a concentração de risco. Em um ciclo de muitas transações pequenas, o erro de avaliação se dilui na carteira. Em poucas transações grandes, o mesmo erro compromete a tese inteira. Por isso a diligência deixou de ser checagem confirmatória de fim de processo e virou o instrumento que sustenta ou derruba o preço.
A MERC lê esse padrão pelo lado da preparação. Valuation com drivers explícitos e sensibilidade, múltiplos com comparáveis de fato comparáveis, ponte explícita de enterprise value a equity value e escopo de diligência que já inclui as frentes não financeiras que hoje viram preço: tecnologia, dados, cibersegurança e pacote regulatório.
O que examinamos
- Leitura de comparáveis reais do subsetor do ativo
- Ponte explícita de enterprise value para equity value
- Escopo de diligência multidisciplinar, além do financeiro
- Cenários de transição tributária no modelo do deal
- Segregação contábil de unidade de negócio antes do deal
- Cláusulas de ajuste compatíveis com o cronograma do deal
- Norma aplicável
- CPC 15 e IFRS 3, CPC 04 (R1) e IAS 38 e CPC 01 para impairment, com diligência multidisciplinar como metodologia.
- Entregável
- Leitura de mercado aplicada ao ativo, com valuation e escopo de diligência calibrados ao padrão atual.
Quem procura assessoria de M&A
O que destrói o valor antes da venda
O valuation não é destruído na negociação. Ele chega destruído quando a empresa não sustenta os próprios números.
Destruição de valor antes da venda é o conjunto de fragilidades que o comprador converte em desconto. Não aparece no resultado, aparece no preço, nas retenções e nas cláusulas de proteção. Interessa a quem pretende vender nos próximos anos e ainda tem tempo de corrigir, porque depois do anúncio a margem de correção desaparece.
O padrão se repete: lucro apoiado em receita não recorrente, EBITDA que não vira caixa, capital de giro sem controle, inconsistência entre DRE, balanço e fluxo de caixa, passivo fiscal e trabalhista não mapeado e dependência excessiva de pessoas-chave. O que pesa não é apenas o problema, é a incapacidade de demonstrar controle sobre ele.
A MERC roda esse diagnóstico antes do mercado. Reconcilia o EBITDA reportado com o caixa gerado, testa a qualidade do resultado, mapeia contingências com quantificação por probabilidade e confere se os indicadores da apresentação batem com a contabilidade. Cada achado vira plano de correção com prazo, e não explicação improvisada na mesa.
O que examinamos
- Reconciliação do EBITDA reportado com o caixa gerado
- Separação entre resultado recorrente e não recorrente
- Conferência dos indicadores contra a contabilidade
- Mapeamento de contingências fiscais e trabalhistas
- Teste do ciclo operacional e da necessidade de capital de giro
- Avaliação da dependência de fundadores e pessoas-chave
- Norma aplicável
- Metodologia de quality of earnings e revisão de controles internos com referência à estrutura COSO.
- Entregável
- Diagnóstico dos destruidores de valor, com plano de correção priorizado e prazo por achado.
Quem procura assessoria de M&A
Empresa de valuation em São Paulo
Laudo de avaliação começa pela finalidade: societária, transacional ou judicial definem método, norma e profundidade.
Avaliação de empresas em São Paulo atende matrizes, holdings familiares, gestoras e companhias de médio porte concentradas no eixo financeiro da cidade. As finalidades são distintas: transação, entrada ou saída de sócio, reorganização societária, disputa judicial e planejamento. Cada uma exige um nível diferente de formalidade e de profundidade no laudo.
A diferença entre um laudo transacional e um societário ou judicial está no destinatário. Laudo para uso em contencioso ou em ato societário precisa de profissional habilitado, referência normativa explícita e memória de cálculo que resista ao contraditório. Modelo interno de apoio à negociação tem outro propósito e não cumpre esse papel, por melhor que seja.
A MERC atende com sócio dedicado ao longo do trabalho, e não apenas na apresentação inicial. O laudo traz premissas rastreáveis, análise de sensibilidade e triangulação de métodos, e vem do mesmo grupo que faz auditoria e tributário, o que encurta a checagem dos dados de origem e a discussão dos efeitos fiscais da estrutura avaliada.
A plataforma própria da firma, em valuation.mercgroup.com.br, dá uma estimativa inicial de faixa sem custo e sem reunião. Quem precisa de laudo assinado, de defesa do número perante comprador, sócio ou juízo, fala com a equipe de São Paulo e o trabalho segue com base contábil examinada.
O que examinamos
- Definição da finalidade e do destinatário do laudo
- Escolha de métodos compatível com essa finalidade
- Memória de cálculo e premissas rastreáveis à origem
- Análise de sensibilidade das variáveis críticas
- Triangulação com múltiplos e transações comparáveis
- Leitura dos efeitos fiscais da estrutura avaliada
- Norma aplicável
- CPC 46 e IFRS 13 para valor justo e NBC TT 24 para laudo de avaliação, conforme a finalidade societária, transacional ou judicial.
- Entregável
- Laudo de avaliação com finalidade declarada, memória de cálculo e sensibilidade, assinado por profissional habilitado.
Quem procura assessoria de M&A
Quando vender e quando esperar
A janela de mercado pesa menos do que o preparo: empresa despreparada vende com desconto em qualquer ciclo.
A decisão de vender agora ou esperar combina três leituras: o momento do ativo, o momento do setor e o momento do mercado de capitais. Interessa ao dono que recebeu uma aproximação e precisa decidir se responde, e a quem planeja a saída e quer escolher o momento em vez de ser escolhido por ele.
A tentação é esperar a janela perfeita. O ciclo atual, porém, premia ativo com informação confiável e penaliza o resto, independentemente da janela. Esperar mais um ano faz sentido quando esse ano é usado para corrigir o que geraria desconto. Esperar sem plano de correção apenas adia a mesma conversa, com um exercício a mais para explicar.
A MERC faz a conta dos dois caminhos. Estima a faixa de valor hoje, estima a faixa após as correções priorizadas e compara com o custo e o prazo de executá-las. Quando faz sentido manter rotas alternativas abertas, estrutura o processo para preservar essas opções, o que exige governança antecipada e disciplina de cronograma em paralelo.
O que examinamos
- Faixa de valor hoje e faixa após as correções priorizadas
- Custo e prazo de cada frente de correção
- Leitura do ciclo do setor e do apetite do comprador
- Impacto de mais um exercício no histórico apresentado
- Avaliação de alternativas de saída em paralelo
- Definição do valor abaixo do qual não faz sentido vender
- Norma aplicável
- Metodologia de decisão de timing: faixa de valor atual contra faixa pós-correção, ponderada por custo e prazo de execução.
- Entregável
- Recomendação de timing com faixas de valor comparadas e plano de correção priorizado por impacto.
Consultoria de negócio e performance
Acompanhamento estratégico recorrente (MERC Method)
Consultoria que não termina na entrega do diagnóstico: o acompanhamento é mensal, com prioridade, dono e prazo.
O MERC Method é o formato de acompanhamento contínuo da consultoria de negócio. Em vez de um projeto que entrega relatório e encerra, a firma entra no ritmo de gestão da empresa: indicador acompanhado mês a mês, decisão executiva discutida antes de ser tomada e revisão periódica das prioridades. Serve à empresa que já sabe onde quer chegar e perde tempo em decisão reativa, tocada no improviso entre uma reunião de conselho e outra.
O desenho liga três peças que costumam andar soltas: o diagnóstico, que mostra onde está a perda de valor; o direcionamento, que escolhe as poucas frentes que mudam o resultado do ano; e o acompanhamento recorrente, que cobra execução. Crescimento sem essa disciplina vira aumento de estrutura sem aumento de margem, e é assim que empresa em expansão chega ao ano seguinte com mais receita, mais custo fixo e menos caixa.
Na MERC, o acompanhamento é conduzido por sócio, com pauta escrita e linha de base congelada no início. A leitura é integrada: performance, estrutura financeira, eficiência operacional, exposição regulatória e oportunidade de mercado entram na mesma mesa. Quando o tema exige a outra frente, auditoria, tributário ou risco, o time já está na casa e a conversa não recomeça do zero.
O que examinamos
- Prioridades do ano traduzidas em poucas frentes com dono e prazo
- Indicadores de performance acompanhados contra linha de base
- Estrutura financeira, capital de giro e necessidade de investimento
- Eficiência operacional e custo fixo diante do plano de expansão
- Exposição regulatória e societária que limita a próxima decisão
- Pauta executiva recorrente com registro do que foi decidido
- Norma aplicável
- Leitura integrada de DRE, balanço patrimonial e fluxo de caixa, com a estrutura societária e o ambiente regulatório do negócio.
- Entregável
- Painel de acompanhamento com as frentes prioritárias, e ata de cada ciclo com decisão, responsável e prazo.