Fundos de investimento e previdência
Auditoria de FIF, multimercado, ações e renda fixa
Em FIF, o risco está na marcação da carteira e no descasamento entre resgate curto e ativo de venda lenta.
O exame alcança fundos de investimento financeiro, multimercado, de ações e de renda fixa, sob o Anexo Normativo I da Resolução CVM 175, em revisão pela CVM para simplificação informacional. O regulador é a CVM e a auditoria anual por firma registrada na autarquia é requisito da estrutura, sem depender do porte do veículo nem do público a que ele se destina.
A mensuração segue hierarquia: preço cotado em mercado ativo no topo, dado observável no meio, premissa própria na base. Um papel que negocia todo dia está no topo; o mesmo papel, quando o mercado seca, escorrega, e a marcação deixa de ser leitura de tela para virar modelo. O auditor testa o dado de entrada, porque spread do trimestre anterior mantido em regime novo produz estabilidade falsa.
Liquidez é o segundo eixo. Fundo aberto oferece resgate em prazo curto e carrega ativo cuja venda sacrifica preço quando o mercado seca, e cada venda forçada transfere valor de quem fica para quem sai. O teste cobre a política de liquidez, os cenários de estresse que cruzam resgate elevado com capacidade real de venda, e a segregação entre quem precifica e quem revisa.
O que examinamos
- Recálculo do valor da cota e do corte diário
- Teste da hierarquia de valor justo por classe de ativo
- Exame dos dados de entrada usados na marcação por modelo
- Avaliação dos cenários de estresse de liquidez contra resgates
- Teste de segregação entre quem precifica e quem revisa
- Conciliação da carteira com a posição efetivamente custodiada
- Norma aplicável
- Res. CVM 175 Anexo Normativo I, CPC 46 e NBC TA 540 (R1).
- Entregável
- Relatório do auditor independente sobre as demonstrações do fundo e comunicação sobre governança de precificação e liquidez.
