Transações e consultoria
Integração pós-fusão
A tese do deal se perde depois do fechamento, quando a integração vira urgência operacional sem plano.
A integração pós aquisição combina duas operações depois do fechamento: plano de contas, sistemas, controles, políticas contábeis, equipes e rituais de decisão. O comprador precisa de visibilidade sobre a empresa adquirida antes do primeiro fechamento consolidado. Sem isso, a informação gerencial fica fragmentada e a captura de sinergia passa a ser afirmada, não medida.
O nó contábil é a consolidação do primeiro exercício. Políticas divergentes de reconhecimento de receita, provisão e mensuração de ativos precisam convergir para as do grupo, e a alocação do preço de compra ainda está em período de mensuração. Controle não padronizado produz saldo que ninguém explica quando o auditor pede a evidência que o sustenta.
A condução monta um plano por frente, com responsável e data, e trata a integração contábil como projeto: mapeamento das políticas das duas empresas, decisão documentada sobre cada diferença, plano de contas unificado, calendário de fechamento comum e conciliação das contas críticas. A governança acompanha por indicador, com registro do que foi capturado e do que não foi.
O que examinamos
- Diferenças entre as políticas contábeis das duas empresas
- Plano de contas unificado e calendário de fechamento comum
- Saldos e transações entre empresas do grupo, com eliminações
- Controles de aprovação e segregação de funções na unidade adquirida
- Acompanhamento das sinergias previstas contra o efetivamente realizado
- Alocação do preço de compra e ajustes no período de mensuração
- Norma aplicável
- Consolidação e alocação do preço de compra conforme as normas contábeis aplicáveis ao grupo. Confirmar os pronunciamentos vigentes.
- Entregável
- Plano de integração por frente, com decisões contábeis documentadas, plano de contas unificado e painel de acompanhamento das sinergias.
