Transações e consultoria
Auditoria de valuation
Laudo de avaliação só resiste à contestação quando a premissa tem origem verificável e cálculo reproduzível.
O trabalho revisa laudo de avaliação e modelo financeiro produzidos pela empresa ou por terceiro, testando metodologia, premissas e aritmética. Interessa a conselho, sócio minoritário, investidor e administração que precisa sustentar um número em negociação, em laudo societário ou em mensuração contábil. A revisão não substitui a decisão do avaliador: testa se o número apresentado se sustenta.
Em tecnologia e fintech, a checagem muda de lugar. Fluxo de caixa descontado com anos de resultado negativo exige horizonte longo e cenários. Múltiplo sobre receita, sobre volume transacionado e sobre cliente ativo só significa alguma coisa quando a base de comparação e a take rate estão explicitadas. Concentração de clientes e churn corrigem o múltiplo para baixo.
A condução refaz o modelo: amarração entre demonstrações e projeção, teste de consistência das fórmulas, rastreio de cada premissa até a fonte, análise de sensibilidade nas variáveis que mais movem o resultado e comparação dos múltiplos com a base declarada. Divergência entre a métrica operacional divulgada e a receita contábil vira ponto de atenção no relatório.
O que examinamos
- Amarração entre demonstrações históricas e projeção do modelo
- Origem documentada de cada premissa relevante
- Teste de fórmulas e de consistência aritmética do modelo
- Sensibilidade das variáveis que mais movem o resultado
- Base de comparação dos múltiplos e composição da amostra
- Reconciliação entre métricas operacionais divulgadas e receita contábil
- Norma aplicável
- CPC 46 quando a avaliação alimenta mensuração a valor justo nas demonstrações. Confirmar a norma aplicável ao propósito do laudo.
- Entregável
- Relatório de revisão do laudo e do modelo, com as premissas testadas, os erros identificados e a faixa de valor que o modelo sustenta.
