Auditoria independente: o núcleo
Auditoria externa de balanço
O termo que o mercado usa quando o balanço precisa ser aceito por um terceiro.
É a auditoria das demonstrações conduzida por firma externa, pedida quando o balanço vai a banco, investidor, órgão público ou edital. Quem faz a exigência não quer um balanço qualquer: quer um balanço com relatório de auditor independente anexo, porque é esse documento que transfere a responsabilidade técnica para quem assina.
Existe uma confusão comum aqui. Não há opinião de auditoria sobre o balanço patrimonial isolado. Saldo de ativo e de passivo só se sustenta contra resultado, movimentação do patrimônio líquido, fluxo de caixa e notas explicativas. O exame cobre o conjunto e a opinião é sobre o conjunto. Pedir auditoria só do balanço é pedir algo que a norma não emite.
Quando a demanda vem com prazo curto, o caminho que a MERC usa é o diagnóstico prévio: entra o dataroom, mapeamos o que falta de documentação e de conciliação, e a empresa sabe o tamanho do problema antes de o trabalho começar. Isso evita a situação clássica de descobrir na véspera que não há evidência para um saldo relevante.
O que examinamos
- Existência e valorização dos saldos patrimoniais relevantes
- Circularização de bancos, clientes, fornecedores e advogados
- Corte de receitas e despesas na virada do exercício
- Provisões, contingências e passivos não registrados
- Conciliação entre balanço, razão e sistemas operacionais
- Norma aplicável
- NBC TA 700 e CPC 26, com a estrutura contábil aplicável à entidade.
- Entregável
- Relatório do auditor independente, com o balanço patrimonial dentro do conjunto auditado.
