Reforma tributária: IBS, CBS e Imposto Seletivo
Simulação setorial de carga e comitê de transição
Modelagem do efeito da reforma sobre carga e caixa do negócio, com governança interna para conduzir as decisões da transição.
Simulação de carga é medir, antes que aconteça, o efeito da reforma sobre o resultado e o caixa da empresa. O exercício usa os números reais dos últimos exercícios, reclassificados segundo o novo sistema, e aplica cenários de alíquota e de comportamento da cadeia. O produto não é um número isolado. É um intervalo, com premissas explicitadas e sensibilidade calculada para cada uma. Ao lado disso vem a governança: um comitê interno com fiscal, contabilidade, tesouraria, comercial, jurídico e tecnologia, que se reúne em ritmo definido e decide sobre o mesmo conjunto de informações, em vez de reagir a cada notícia.
A qualidade da simulação depende do dado de entrada. Receita mal classificada, cadastro de fornecedor incompleto e custo sem separação entre o que gera crédito e o que não gera produzem resultado sem valor, ainda que a planilha pareça sofisticada. As alíquotas aplicáveis são fixadas na forma prevista na reforma e podem variar até a consolidação do sistema, o que torna obrigatório trabalhar por faixas e não por número único. O comportamento da cadeia também pesa: fornecedor que repassa aumento e cliente que exige repasse de crédito mudam o efeito líquido. Simulação apresentada como previsão de economia é erro de método.
A MERC valida primeiro a base de dados, e só depois modela. Receita, custo, cadastro e créditos são testados com procedimentos de auditoria antes de entrarem na simulação. Os cenários são construídos com a diretoria financeira, com premissas escritas e sensibilidade calculada. A firma instala o comitê de transição, define pauta, periodicidade e indicadores, e documenta cada decisão tomada. O modelo é atualizado quando a regulamentação avança, porque estudo feito uma única vez envelhece rápido. Não apresentamos resultado de simulação como promessa de economia, e não assinamos número que a base de dados do cliente não sustenta.
O que examinamos
- Qualidade da base de dados que alimenta o modelo
- Cenários de alíquota com premissas explicitadas
- Sensibilidade do resultado a cada premissa adotada
- Comportamento esperado de fornecedores e clientes na cadeia
- Pauta, periodicidade e composição do comitê de transição
- Atualização do modelo conforme avança a regulamentação
- Norma aplicável
- Emenda Constitucional 132/2023 e Lei Complementar 214/2025 fixam a estrutura do novo sistema. As alíquotas de referência são definidas na forma ali prevista, em atos ainda em edição.
- Entregável
- A empresa recebe a simulação por cenários, com premissas documentadas, e o comitê de transição instalado com pauta e indicadores.
