Gestão de riscos
Risco de liquidez e caixa
Controle de liquidez com projeção de fluxo, colchão de ativos, indicadores e plano de contingência que alguém sabe executar.
Gestão de risco de liquidez cuida da capacidade de honrar obrigações sem perda relevante, em condição normal e em estresse. O trabalho cobre projeção de fluxo de caixa, colchão de ativos líquidos, concentração de captação, indicadores de alerta e plano de contingência. O problema aparece quase sempre no mesmo lugar: a projeção é feita pelo financeiro com premissas otimistas de rolagem, e o comportamento observado de depositantes e investidores nunca é testado contra o histórico. Em instituição de captação concentrada, a saída de poucos investidores muda o quadro em dias. Em empresa não financeira, a mesma lógica vale para linhas bancárias e antecipação de recebíveis.
Para instituições autorizadas, a Resolução CMN 4.557 exige gerenciamento do risco de liquidez com testes de estresse e plano de contingência. Indicadores regulatórios de liquidez seguem normas próprias do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, com aplicação por segmento que precisa ser confirmada. O que costuma falhar: premissas de rolagem sem base no histórico da própria instituição, ativos classificados como líquidos que estão onerados ou dados em garantia, e plano de contingência sem gatilho, sem responsável e sem teste. Caixa concentrado em poucas contrapartes e dependência de uma única fonte de captação também aparecem como fragilidade depois que o mercado fecha.
A MERC reconstrói a projeção a partir da base de contratos e compara com o realizado de períodos anteriores, para medir o viés das premissas. Depois verifica o colchão contratado, o ônus sobre cada ativo e o tempo real de conversão em caixa. O plano de contingência é lido como procedimento operacional: quem aciona, com qual gatilho, que instrumento usa e em quanto tempo. A leitura de balanço somada à prática de auditoria evita conclusão baseada apenas em indicador agregado. A MERC não valida liquidez com base em linha de crédito não formalizada ou em promessa verbal de aporte do acionista, porque isso não é ativo.
O que examinamos
- Premissas de rolagem confrontadas com histórico realizado
- Ônus e disponibilidade efetiva dos ativos líquidos
- Concentração de captação por contraparte e prazo
- Gatilhos, responsáveis e teste do plano de contingência
- Descasamento de prazos por faixa de vencimento
- Apuração dos indicadores regulatórios aplicáveis
- Norma aplicável
- Resolução CMN 4.557 para o gerenciamento do risco de liquidez e o plano de contingência, somada às normas de indicadores de liquidez do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central aplicáveis ao segmento, a conferir.
- Entregável
- Projeção de liquidez reconstruída, avaliação do colchão e do funding e plano de contingência revisado com gatilhos testáveis.
