ESG e relato de sustentabilidade
Cenários climáticos e risco de transição
Análise de cenários climáticos aplicada ao negócio, com premissas declaradas, efeito financeiro estimado e ligação com decisão de investimento e crédito.
Análise de cenário responde a uma pergunta de diretoria: o que acontece com este negócio se a economia caminhar para menos carbono, e o que acontece se o clima físico se agravar. O trabalho define cenários de referência, escolhe horizontes coerentes com o ciclo de investimento, identifica as variáveis que movem resultado, como preço de energia, custo de carbono, disponibilidade hídrica e comportamento de demanda, e estima efeito sobre receita, custo e valor de ativos. Resolve o problema do exercício genérico, copiado de material público, que não altera nenhuma decisão. Cenário útil mexe em orçamento de capital, política de seguro e apetite de crédito.
O IFRS S2 exige avaliação de resiliência climática apoiada em análise de cenários compatível com as circunstâncias da entidade, e obriga divulgar premissas, dados de entrada, escolhas analíticas e horizontes usados. Não basta citar o nome do cenário. Para instituição financeira, o exercício conversa com a gestão de risco de crédito e com o relatório de riscos sociais, ambientais e climáticos previsto na Resolução BCB 586, que pede informação quantitativa. Erros recorrentes: horizonte curto demais para risco físico, ausência de ligação com a carteira real, e resultado que não retorna ao comitê de risco. O calendário regulatório mudou e precisa ser confirmado.
A MERC monta o exercício a partir da carteira e do parque de ativos existentes, com a área de risco na mesa desde o primeiro dia. Define variáveis sensíveis, testa elasticidade e documenta cada premissa com fonte e data. Registra as limitações do modelo, porque limitação declarada protege mais do que resultado preciso sem base. Conecta a saída ao processo de decisão: revisão de orçamento, política de garantia, precificação e plano de contingência. Entrega documentação metodológica, quadro de sensibilidade e proposta de governança da revisão periódica. A firma recusa transformar o exercício em número único de efeito financeiro quando a base de dado não sustenta esse nível de precisão.
O que examinamos
- Cenários escolhidos com fonte, data e justificativa
- Horizontes compatíveis com ciclo de investimento e risco físico
- Variáveis sensíveis identificadas e testadas por elasticidade
- Ligação entre resultado do cenário e carteira real
- Limitações metodológicas registradas de forma expressa
- Retorno do resultado ao comitê de risco competente
- Norma aplicável
- IFRS S2 exige avaliação de resiliência climática com análise de cenários e divulgação de premissas, dados de entrada e horizontes. Para instituições autorizadas pelo Banco Central, o tema conecta com a Resolução BCB 586, cujo alcance e prazos devem ser confirmados.
- Entregável
- Documentação metodológica dos cenários, quadro de sensibilidade por variável e proposta de governança para revisão periódica.
