ESG e relato de sustentabilidade
Métricas, metas e plano de transição
Estruturação de metas de sustentabilidade com base de cálculo definida, marco intermediário verificável e plano de transição sustentado por orçamento e responsável.
Meta climática sem método é intenção publicada. O serviço converte compromisso em estrutura verificável: métrica escolhida, escopo coberto, período base, horizonte, marcos intermediários e regra de recálculo quando a carteira de ativos muda. Faz o mesmo com métricas sociais e de governança usadas no relato. Em paralelo, organiza o plano de transição: ações priorizadas, investimento necessário, efeito esperado sobre a operação e dependências externas, como disponibilidade de tecnologia e de energia. Resolve o problema da meta anunciada em evento e nunca incorporada ao orçamento. Quando meta, plano e capital não se encontram, o relato cria exposição em vez de reduzir risco.
O IFRS S2 exige descrição do objetivo da meta, da métrica usada, do período base, do alcance, do papel de terceiro na validação e da revisão do progresso. Exige ainda informar se a meta depende de créditos de carbono, o tipo de crédito, o esquema de certificação e a natureza da compensação. Esse ponto separa meta técnica de promessa. Plano de transição divulgado obriga coerência com premissas contábeis, inclusive vida útil de ativos, teste de recuperabilidade e provisões. No Brasil, o sistema de comércio de emissões foi instituído em lei e será implantado por fases, com obrigações a definir em regulamento. Prazos e alcance devem ser confirmados.
A MERC começa pela ligação entre meta e orçamento aprovado. Verifica se a ação prometida tem centro de custo, responsável e cronograma, e se o efeito esperado foi estimado com método declarado. Revisa a base de cálculo da meta, testa o recálculo aplicado em aquisições e confronta o progresso divulgado com o inventário auditável. Avalia o uso de créditos de carbono, a documentação do projeto e o tratamento contábil dado ao instrumento. Entrega ficha técnica por meta, avaliação do plano de transição e mapa de risco de divulgação. A firma não escreve meta que a operação não consegue sustentar, e informa quando o compromisso depende de condição fora do controle da companhia.
O que examinamos
- Período base, escopo e horizonte definidos por meta
- Marcos intermediários com responsável e orçamento associado
- Regra de recálculo por aquisição, venda ou reestruturação
- Uso de créditos de carbono descrito com certificação
- Progresso divulgado conciliado com inventário auditável
- Coerência entre plano de transição e premissas contábeis
- Norma aplicável
- IFRS S2, que disciplina a divulgação de metas climáticas, do papel de terceiros na validação e do uso de créditos de carbono. A lei que instituiu o sistema brasileiro de comércio de emissões prevê implantação por fases, com obrigações e prazos a confirmar na regulamentação.
- Entregável
- Ficha técnica de cada meta, avaliação do plano de transição e mapa de risco de divulgação com pontos de correção.
