ESG e relato de sustentabilidade
Governança e controles sobre o dado ESG
Controle interno sobre a informação de sustentabilidade: origem do dado, alçada de aprovação, trilha de revisão e evidência guardada pelo prazo necessário.
Dado ESG nasce fora da contabilidade, em planilha de unidade, em sistema de terceiro e em formulário preenchido à mão. O serviço leva a esse universo o mesmo controle aplicado ao número contábil: identificação da fonte, regra de cálculo aprovada, segregação entre quem produz e quem revisa, alçada de aprovação e retenção de evidência. Resolve o problema do indicador que ninguém consegue reconstruir depois da publicação. Também organiza a governança: qual comitê discute o tema, com que periodicidade, com qual material e com qual registro em ata. Sem isso, a divulgação depende de memória de pessoas, e a companhia fica exposta a erro e a questionamento.
O IFRS S1 exige divulgar os processos de governança, controles e procedimentos usados para monitorar e gerenciar riscos e oportunidades de sustentabilidade, o que transforma controle interno em item de relato. O COSO publicou orientação suplementar aplicando sua estrutura de controle interno ao relato de sustentabilidade, e o modelo de três linhas ajuda a separar responsabilidades. Instituição financeira soma a exigência de política de responsabilidade social, ambiental e climática e de reporte específico ao Banco Central. Os pontos que costumam falhar são conhecidos: planilha sem controle de versão, dependência de um único analista, ausência de dicionário de dados e informação de terceiro aceita sem verificação.
A MERC desenha o fluxo do dado como desenha um ciclo contábil, porque audita instituições reguladas e conhece o nível de prova exigido em fiscalização. Mapeia origem, transformação e destino de cada indicador relevante, define controle por etapa e testa o desenho e a operação. Avalia a atuação da auditoria interna e do comitê de auditoria sobre o tema, e verifica a guarda de evidência. Entrega matriz de riscos e controles, dicionário de dados e plano de remediação por prioridade. A firma trata como risco, e não como oportunidade de comunicação, o indicador que depende de fonte única sem verificação, e recomenda suspender a divulgação até a correção.
O que examinamos
- Origem, transformação e destino de cada indicador relevante
- Segregação entre quem produz e quem revisa o dado
- Controle de versão e acesso nas planilhas críticas
- Alçada de aprovação e registro em ata de comitê
- Dado de terceiro submetido a verificação documentada
- Retenção de evidência pelo prazo exigido no relato
- Norma aplicável
- IFRS S1 exige divulgação dos processos de governança, controles e procedimentos sobre riscos e oportunidades de sustentabilidade. A orientação do COSO aplica a estrutura de controle interno ao relato de sustentabilidade, e instituições financeiras somam as exigências do Banco Central sobre política e reporte socioambiental e climático.
- Entregável
- Matriz de riscos e controles do relato de sustentabilidade, dicionário de dados e plano de remediação priorizado por risco.
